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Economia

Inflação, PIB e dólar: mercado rebaixa projeções para 2025

Previsões divulgadas pelo Banco Central indicam leve recuo nas expectativas para os principais indicadores

O cálculo do salário mínimo leva em conta a inflação dos últimos 12 meses, encerrando-se em novembro, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores | Foto: José Cruz/Agência Brasil
As projeções para o crescimento da economia brasileira sofreram leve correção | Foto: José Cruz/Agência Brasil

A previsão de inflação voltou a cair pela 13ª semana consecutiva, segundo o boletim Focus publicado nesta segunda-feira, 25, pelo Banco Central. O novo levantamento revela que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2025 em 4,86%.

O número representa uma redução de 0,09 ponto porcentual em relação à estimativa anterior, que era de 4,95%. Trata-se da menor projeção registrada neste ano. Apesar disso, o índice ainda está acima do teto da meta de inflação, fixada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

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Além da projeção de 2025, as expectativas para os anos seguintes também recuaram. Para 2026, o mercado estima o IPCA em 4,33%, contra os 4,4% da semana passada. Em relação a 2027, a previsão caiu de 4% para 3,97%.

As projeções para o crescimento da economia brasileira sofreram leve correção. O Produto Interno Bruto (PIB) esperado para 2025 passou de 2,21% para 2,18%. No câmbio, o dólar deve encerrar o ano cotado a R$ 5,59, ligeiramente abaixo da previsão anterior de R$ 5,60.

Contudo, apesar da revisão nos principais indicadores, o mercado manteve estáveis as expectativas para a taxa básica de juros. A projeção continua em 15% para este ano, 12,5% em 2026 e 10,5% em 2027.

Argentina surpreende com queda forte da inflação

Enquanto o Brasil ainda projeta inflação acima da meta para os próximos anos, a Argentina registrou o menor índice anual desde dezembro de 2020. A taxa acumulada em 12 meses até julho ficou em 36,6%, segundo dados oficiais divulgados pelo governo argentino no dia 13 de agosto.

+ Leia também: “Inflação na Argentina atinge menor nível desde 2020”

No comparativo mensal, o índice de preços ao consumidor argentino subiu 1,9% — terceiro mês consecutivo abaixo da marca de 2%. Segundo o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, o país não registrava esse patamar desde novembro de 2017. A redução acontece em meio ao plano econômico do presidente Javier Milei, que tem apostado em cortes drásticos de gastos públicos.

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