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Economia

Inflação no Reino Unido sobe com guerra e pressiona energia

Conflito no Oriente Médio eleva custos de combustíveis e altera projeções econômicas

Mudança na mistura dos combustíveis: governo fala em redução de poluentes, enquanto mercado alerta para o aumento no preço do produtos nas bombas | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Alta do Brent supera 30% com impacto da guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A inflação no Reino Unido subiu em março, impulsionada pelo aumento dos preços de energia em meio à guerra no Oriente Médio. A taxa anual chegou a 3,3%, ante 3% em fevereiro, segundo dados oficiais.

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O índice atingiu o maior nível desde dezembro. A alta acompanha a escalada nos custos de combustíveis e energia.

Guerra pressiona preços

O conflito elevou os preços do petróleo e do gás natural. O barril do Brent acumulou alta superior a 30% desde o início da guerra entre Israel e Estados Unidos contra o Irã.

Os preços do gás na Europa avançaram mais de 25% no mesmo período. Combustíveis e lubrificantes subiram 8,7% em março ante fevereiro.

O impacto alterou projeções econômicas. Antes da escalada, autoridades esperavam desaceleração da inflação até a meta de 2%.

Crescimento revisado

O Fundo Monetário Internacional reduziu a projeção de crescimento do Reino Unido. A estimativa caiu de 1,3% para 0,8% neste ano.

Leia mais: “Auditoria aponta irregularidades de R$ 20 bilhões em operações do BRB com Banco Master

O país enfrenta maior exposição ao choque energético. A dependência de importações de gás amplia os efeitos da crise.

Banco central mantém cautela

O Banco da Inglaterra deve manter os juros no mesmo patamar de 3,75% na próxima reunião. Autoridades monitoram possíveis efeitos secundários. O risco envolve pressão sobre salários e repasses para outros preços.

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A inflação de serviços subiu para 4,5% em março. Já o núcleo, que exclui energia e alimentos, recuou levemente para 3,1%.

Debate sobre juros

Parte dos formuladores de políticas defende uma resposta rápida para conter a inflação. Outros avaliam que a economia fraca reduz a necessidade de alta de juros. O cenário mantém incerteza sobre os próximos passos da política monetária.


*Com informações do The Wall Street Journal

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