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Economia

Inflação na Zona do Euro desacelera além do esperado

Representantes do Banco Central Europeu afirmam, no entanto, ainda ser muito cedo para pensar em cortes nas taxas de juros

Índia Hong Kong mercado de ações
Por causa do Chapter 11, a Bolsa de Valores do Brasil (B3) removeu as ações da Gol de todos os seus índices, incluindo o principal da bolsa, o Ibovespa, e também de seus outros nove índices | Foto: Reprodução/Freepik

A inflação anual na Zona do Euro desacelerou e ficou 2,4% em novembro. Em outubro, o crescimento inflacionário havia sido de 2,9%. O número consta em relatório do Banco Central Europeu (BCE) divulgado nesta quinta-feira, 30.

A desaceleração da inflação foi acima do esperado. Economistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam que a inflação deste mês na região fosse de 2,7% ao ano.

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A inflação subjacente também ficou abaixo do esperado. Caiu para 3,6%, ante os 4,2% em outubro.

A inflação subjacente é uma medida observada de perto pelo BCE. O indicador exclui os efeitos voláteis da energia, dos alimentos, do álcool e do tabaco.

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Além disso, os preços de energia continuaram a cair significativamente na Zona do Euro. A queda foi de -11,5% no comparativo com outubro.

Já os alimentos, o álcool e o tabaco contribuíram com a maior alta para o índice, somando 6,9%.

Inflação Zona do Euro cai
O BCE tem observado de forma constante potenciais pressões dos aumentos salariais e dos mercados energéticos | Foto: Reprodução/Canva

A inflação global tem caído significativamente desde seu maior patamar, de 10,6%, em outubro de 2022.

A inflação nas maiores economias da Zona do Euro, Alemanha e França, caiu para 2,3% e 3,8%, respectivamente.

Apesar de sinais de vitória contra a inflação, ainda é cedo para pensar em cortes na taxa de juros, afirma BCE

Apesar das boas notícias, os responsáveis do BCE destacaram que ainda é muito cedo para declarar uma “vitória sobre os aumentos de preços no bloco de 20 países da Zona Euro”.

Isso porque o banco europeu tem observado de forma constante potenciais pressões dos aumentos salariais e dos mercados energéticos.

Leia também: “Dívida Pública Federal aumenta 1,58% em outubro”

Mathieu Savary, estrategista-chefe da BCA Research, disse que os investidores seriam “tentados” a apresentar expectativas para o cronograma do primeiro corte nas taxas de juros do BCE.

Savary argumentou que as preocupações do Banco Central Europeu sobre a rigidez do mercado de trabalho continuam a implicar cortes “mais tarde ao invés de mais cedo” nas taxas de juros.

De acordo com dados da Eurostat, o desemprego na Zona do Euro permaneceu em um patamar baixo histórico de 6,5% em outubro. O resultado não era esperado, em razão de uma contração na economia dos países europeus no terceiro trimestre.

“Para o BCE, os sinais de uma vitória sobre a inflação estão aumentando”, disse Bert Colijn, economista para a Zona do Euro do ING, em nota.

Além disso, Colijn acrescentou que parte do impacto do aperto monetário existente ainda não foi sentido pelos cidadãos desses países. “O mercado está, portanto, certo em começar a considerar cortes nas taxas de juros para 2024”, disse. “Acreditamos que o primeiro poderá acontecer antes do verão.”

Leia também: “Impostos e mais impostos”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 191 da Revista Oeste

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