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Economia

Mercado reduz projeção da inflação, mas IPCA segue acima da meta

A pressão inflacionária pesa mais sobre as famílias de menor renda, já que reduz o poder de compra, enquanto os salários não acompanham a alta dos preços

Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O mercado financeiro voltou a revisar para baixo a projeção da inflação para 2025, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continua acima da meta estipulada pelo Banco Central. A informação consta do relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 9, com dados coletados junto a mais de cem instituições financeiras.

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A expectativa para a inflação deste ano caiu de 5,46% para 5,44%. Apesar da leve melhora, o índice segue acima do teto da meta, que é de 4,5%. Para os anos seguintes, as projeções não mudaram: 4,5% em 2026, 4% em 2027 e 3,85% em 2028.

Desde janeiro, vigora o sistema de meta contínua, que estabelece um centro de 3% para a inflação, com faixa de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Caso o IPCA permaneça fora dessa banda por seis meses consecutivos, o Banco Central deverá enviar uma carta pública ao Ministério da Fazenda justificando o resultado.

Foi o que ocorreu no início do ano, quando o presidente do BC, Gabriel Galípolo, explicou em ofício ao ministro Fernando Haddad que o estouro da meta de 2024 se deveu à forte atividade econômica, à desvalorização do real e a eventos climáticos extremos. O risco de novo descumprimento em junho não está descartado.

A pressão da inflação pesa mais sobre as famílias de menor renda

A pressão inflacionária pesa mais sobre as famílias de menor renda, já que reduz o poder de compra, enquanto os salários não acompanham a alta dos preços.

No cenário de crescimento, o mercado elevou a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 de 2,13% para 2,18%. Para 2026, a projeção subiu de 1,80% para 1,81%.

As expectativas para a taxa Selic não mudaram: 14,75% ao ano no fechamento de 2025; 12,50% em 2026; e 10,50% em 2027.

Outros indicadores também se mantiveram relativamente estáveis. O dólar deve encerrar 2025 em R$ 5,80. Para o fim de 2026, a cotação caiu de R$ 5,90 para R$ 5,89. O saldo da balança comercial foi ajustado de US$ 75 bilhões para US$ 74,5 bilhões neste ano, e de US$ 78,5 bilhões para US$ 78 bilhões em 2026. A entrada de investimento estrangeiro direto segue estimada em US$ 70 bilhões para ambos os anos.

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