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Economia

Inadimplência rural cresce e atinge 8,2% no fim de 2025

Indicador da Serasa Experian aponta alta de 1 ponto porcentual em um ano; Amapá lidera calotes, e Rio Grande do Sul registra menor taxa do país

Foto: Divulgação/Ministério das Comunicações
Custos elevados de produção e volatilidade de preços pressionam o fluxo de caixa de produtores no campo | Foto: Divulgação/Ministério das Comunicações

A inadimplência rural no Brasil atingiu o patamar de 8,2% no quarto trimestre de 2025. O indicador avançou 1 ponto porcentual em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados constam em um levantamento divulgado pela Serasa Experian.

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o ritmo de novos calotes desacelerou. O crescimento ficou em 0,2 ponto porcentual na margem. O estudo contabiliza apenas as dívidas de produtores pessoas físicas que estão vencidas há mais de 180 dias.

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O chefe de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, explicou o cenário atual. Segundo o executivo, as margens de lucro dos produtores seguem apertadas. O fluxo de caixa sofre pressões por causa dos custos elevados de produção e da volatilidade das commodities.

Os grandes proprietários rurais registraram um índice de atrasos de 9,8%. A taxa ficou próxima dos produtores sem registro formal, que atingiram 9,9%. Esse grupo inclui arrendatários e participantes de grupos familiares. Os médios produtores fecharam o período com 8,3% de calotes. Já os pequenos agricultores registraram o menor índice por porte, com 7,8%.

Bancos concentram maior volume de inadimplência rural

As instituições financeiras concentram a maior parte dos atrasos no campo. Os débitos com os bancos respondem por 7,2% do indicador total. As dívidas contraídas diretamente com credores do próprio agronegócio representam 0,3%. Os demais setores somam 0,2%.

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Apesar do porcentual menor, o agronegócio direto registra os maiores valores nominais. O tíquete médio dos calotes com o setor agro atinge R$ 138,2 mil por inadimplente. Nas instituições financeiras, o valor médio da dívida fica em R$ 115,5 mil. O setor de logística, transporte e seguros rurais registra média de R$ 32,6 mil.

Amapá lidera calotes, e Sul registra menor índice

A Região Norte apresentou o pior desempenho geográfico do país. O índice de inadimplência nortista alcançou 12,5%. O Amapá liderou o ranking nacional por unidade da Federação. O Estado registrou uma taxa de 19,9% de contas atrasadas.

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O Centro-Oeste registrou 9,6% de inadimplência, seguido pelo Nordeste, com 9,4%. O Sudeste apresentou uma taxa de 7%. A Região Sul obteve o melhor resultado do território nacional. Os Estados sulistas fecharam o levantamento com média de 5,7%.

O Rio Grande do Sul obteve a menor taxa do país, com 5,3%. Paraná e Santa Catarina aparecem logo depois da liderança gaúcha. O bom resultado do agronegócio gaúcho ocorre mesmo depois de perdas climáticas severas na região. A Serasa Experian atribui o desempenho à força das cooperativas locais e ao uso massivo de seguros agrícolas e linhas de renegociação.

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