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Economia

Impostômetro: brasileiros já pagaram R$ 3 trilhões em tributos em 2023

Número é o maior já registrado pelo painel eletrônico que estima quanto os governos arrecadam em impostos, taxas e contribuições

Impostômetro
Impostômetro mostra a marca de R$ 2,8 trilhões em impostos no fim de 2022 | Foto: Divulgação/ACSP

Os brasileiros já pagaram R$ 3 trilhões em impostos em 2023. O Impostômetro, painel eletrônico da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que faz a estimativa da arrecadação nacional de tributos em tempo real, marcou R$ 3 trilhões na segunda-feira de Natal. Na manhã desta terça-feira, 26, o contador eletrônico marca R$ 3,007 trilhões. Veja aqui.

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A marca de R$ 3 trilhões nunca tinha sido atingida no país. O valor inclui impostos, taxas e contribuições pagas pelos brasileiros à União, Estados e municípios desde o início do ano até agora.

Desde que o painel foi implantado em 2005, a cobrança de impostos praticamente só aumentou. Em 25 de dezembro do ano passado, o Impostômetro registrou R$ 2,8 trilhões, R$ 200 bilhões a menos que a marca atual.

+ Combustíveis vão ficar mais caros em 2024 por causa da volta de imposto

Em nota, a Associação Comercial de São Paulo afirmou que o crescimento da arrecadação não é necessariamente “algo ruim”. “Uma economia aquecida, com investimentos e consumo em alta, implica no aumento do volume de tributos que entra nos caixas dos governos”, explicou. “O problema aparece quando a arrecadação cresce também via aumento de impostos, algo que acontece com frequência no país.”

Segundo a ACSP, desde o Plano Real, implantado em 1994, a carga tributária brasileira cresceu 6 pontos porcentuais, passando de 28% do Produto Interno Bruto (PIB) para os atuais 34%.

Neste ano, para fazer frente ao crescimento do gasto público desenfreado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem trilhado exatamente esse caminho: o do aumento de impostos.  

Lula Haddad (Interna)
Com Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, o governo Lula tem aumentado impostos neste ano | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Em 2023, o governo federal manteve essa ‘tradição’ e anunciou um pacote de medidas que busca elevar a arrecadação neste e nos próximos anos. Algumas dessas ações envolvem aumento de impostos, como o fim das alíquotas reduzidas do ICMS para combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, que vigoravam desde meados de 2022. O ICMS, recolhido pelos estados, tem o maior peso dentro da arrecadação total do país”, lembrou a associação.

A entidade também citou a reoneração de impostos federais para os combustíveis, cujas alíquotas de PIS/Cofins ficaram zeradas entre 2022 e o início de 2023.

Arrecadação de tributos só aumenta no Brasil, mostra Impostômetro 

Desde que o painel da ACSP foi implantado, a arrecadação no Brasil só cresce. A única vez em que o pagamento de impostos foi menor do que no ano anterior ocorreu em 2020, em decorrência da pandemia de covid-19. “Entraram cerca de R$ 2 trilhões nos caixas dos governos. Em 2019, o painel havia registrado R$ 2,5 trilhões”, lembrou a ACSP. “As restrições às atividades econômicas em meio à pandemia explicam a queda.”

Segundo a associação, com esse volume de impostos, os governos deveriam financiar ações nas áreas da saúde, educação e segurança pública, por exemplo. Mas, a regra não é cumprida.

+ Sob Lula, impostômetro atinge R$ 1 trilhão mais cedo

“No caso do governo federal, a maior parte dos recursos é destinada ao pagamento de pensões e aposentadorias. Nessa conta, entra ainda o custeio da máquina pública, e o pagamento dos juros da dívida pública”, explicou a associação. “No final, sobra pouco para aplicar em áreas que poderiam contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país.”

Além do site, o Impostômetro também tem um painel físico na sede da ACSP, que fica na Rua Boa Vista, 51, Centro Histórico de São Paulo.

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