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Economia

iFood notifica 99Food por captação ilegal de funcionários

Justiça do Trabalho foi acionada para impedir contratações; a acusada nega irregularidades e afirma compromisso com a legislação

iFood notifica 99Food por captação ilegal de funcionários
99Food foi relançado no Brasil em 12 de agosto | Foto: Reprodução/X

O iFood, principal plataforma de delivery de alimentos no país, enviou notificação extrajudicial à 99Food, na qual acusa a rival de captar profissionais estratégicos que possuem cláusulas de não concorrência em seus contratos. O envio da notificação aconteceu em 30 de junho.

Conforme apuração da revista Veja, recrutadores da chinesa 99Food teriam abordado funcionários do iFood no LinkedIn, afirmando que o compromisso de non-compete “não seria um problema” em eventuais contratações. Em alguns desses casos, o iFood acionou a Justiça do Trabalho de São Paulo para contestar admissões de ex-colaboradores.

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Cláusula do iFood é comum no setor

O mecanismo de não concorrência é prática comum no setor, sobretudo para profissionais com acesso a dados sensíveis e estratégicos. A cláusula tem duração limitada e visa proteger informações confidenciais que, se utilizadas por concorrentes, podem trazer prejuízos à empresa de origem.

Em resposta, a 99Food declarou estar “promovendo mudanças profundas no mercado de entrega de comida no Brasil, criando uma nova opção não só para restaurantes, entregadores e consumidores, mas também para os profissionais que atuam neste setor”.

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A nota da empresa diz que, hoje, a 99Food representa “uma alternativa real que oferece perspectiva de crescimento com desafios que valorizam os talentos do mercado, e fazemos isso cumprindo todos os requerimentos da legislação brasileira”.

O aplicativo da 99Food foi relançado no Brasil no último dia 12. A princípio, com funcionamento somente em São Paulo. O DiDi’s International Business Group, grupo chinês controlador da 99, promete investir R$ 500 milhões ao todo na operação.

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2 comentários
  1. Wagner
    Wagner

    Opa vai chamar o Barroso para intermediar? A concorrência é legítima e Ifood deve se ater ao vazamento de informações e não proibir a troca de empregos, pois podem ser amigos do STF mas os funcionários não são seus escravos. A Ifood deita e rola em cima dos profissionais de motos, não lhes dá um seguro, não faz controle de velocidade ou dos cidadãos que podem ser vitimados pelas motocicletas velozes, não se compromete com a arrecadação do INSS desse público, ou seja nada, o tal “parceiro” mesmo que se dane. Aliás já passou da hora dos vagabundos de Brasolândia criar uma legislação onde cada corrida tem que recolher um percentual para seguridade social, pois quem paga uma perna amputada não é o Ifood, não é o cliente e não é o motocicilista, SOMOS NÓS.

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