publicidade
Economia

ICMS: Lira critica governadores e afirma que Estados estão 'abarrotados de dinheiro'

Presidente da Câmara voltou a cobrar celeridade de projeto que muda cobrança do ICMS

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), voltou a subir o tom contra os governadores nesta segunda-feira, 17, ao comentar os sucessivos aumentos no preço dos combustíveis no país.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Lira criticou novamente o andamento do projeto que mudava a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), aprovado pela Câmara em outubro do ano passado.

Receba nossas atualizações

Segundo o parlamentar, o texto não avançou no Senado e os governadores, que antes resistiam à redução do ICMS, agora cobram soluções do Congresso Nacional sobre o tema.

Na quarta-feira 12, a Petrobras anunciou novo reajuste no valor dos combustíveis. O litro da gasolina vendido às distribuidoras passou de R$ 3,09 para R$ 3,24 (alta de 4,8%). O diesel foi de R$ 3,34 para R$ 3,61 (aumento de 8%).

O projeto citado pelo presidente da Câmara determinava, entre outros pontos, que as alíquotas fossem unificadas pelos Estados e o Distrito Federal para cada produto (gasolina, diesel ou etanol). Também haveria uma trava para a oscilação de preços no longo prazo. Alíquotas específicas do ICMS deveriam ser fixadas anualmente.

“Não é o ICMS o culpado pelo aumento de combustível, mas a variação do dólar e o preço do barril do petróleo. Mas ninguém pode negar que o ICMS é o que mais contribui para a elevação desse preço. Os valores cobrados pelos governadores são extremamente altos”, criticou Lira. 

“Com o projeto que votamos na Câmara, que pega a média dos dois anos anteriores e congela o que será cobrado pelo período de um ano, haveria uma redução de até 10% no preço da gasolina. E isso não foi feito, não andou no Senado. Os governadores foram contra”, prosseguiu o deputado. 

Arthur Lira disse ainda que “os cofres estaduais estão abarrotados de dinheiro” e “os governadores não sabem onde gastar”. 

“Nós precisamos que o Senado coloque em votação e decida. Se houver alteração, que o projeto volte para a Câmara, e nós estamos abertos ao diálogo”, afirmou Lira. “Cada Casa tem a sua liberdade, mas o Congresso não pode ser cobrado de forma genérica e enfática, como se não tivesse feito nada sobre isso.”

Durante a entrevista, o presidente da Câmara também falou sobre o andamento de reformas importantes para o país, entre as quais a tributária. No ano passado, a Casa limitou-se a aprovar mudanças pontuais no Imposto de Renda (IR).

“Fizemos a votação do IR. É uma discussão dura, complexa. Você mexe com grandes interesses e uma legislação complexa como a do Brasil”, reconheceu o deputado. “O que nós queremos é simplificar e que o sistema se desburocratize.”

Relacionadas

7 comentários
  1. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    É lamentável que o bom jornalismo da revista oeste, jovem pan, gazeta do povo e outras idôneas, não demonstrem para a população e especialmente os consumidores dos meios de transporte, que a Petrobras não é o vilão dos altos preços nas bombas, mas sim, pela ordem, o ICMS, o ÁLCOOL ANIDRO, a DISTRIB./REVENDA, conforme podemos observar no próprio site da Petrobras que demonstra que o valor cobrado do ICMS R$1,77 representa 78,3% do valor R$2,26 cobrado pela Petrobras na gasolina A que compõe 1 lt. de gasolina comum nas bombas. A seguir vem o álcool anidro vendido pelos Usineiros que custa mais caro por litro que a gasolina A, e ainda a dist/revenda R$0,87 que representa 13% do valor médio cobrado nas bombas R$6,67.
    Entendo que nossos governadores são analfabetos financeiros e sequer entendem que as aliquotas que alegam não foram alteradas, são aplicadas ao valor presente no fato gerador, portanto, se houver aumento do álcool anidro, da dist./revenda e da própria gasolina A, o valor cobrado do ICMS também sofre alteração. Já o governo Federal cobra o valor fixo de R$0,69 por lt. desde 2019. Vamos combater essa hipocrisia.

  2. Amaury Feitosa
    Amaury Feitosa

    Entupir os Estados de dinheiro foi grave erro do governo esquecido de algo bem simples .. os ladrões querem sempre mais … e estes ainda são a maioria.

  3. Errol Bicalho
    Errol Bicalho

    País está politizado e maioria entende q isso poderia ser minimizado com redução do ICMS. Então Srs governadores, senadores n tentem se esconder do assunto pois outubro está chegando e a net n perdoa e a conta será cobrada pela população tenham absoluta certeza.

  4. jr neto
    jr neto

    GOVERNADOR QUE DESCONGELAR FICARÁ CONGELADO NAS URNAS E NEM FARÁ PALANQUE POIS TERÁ CANCELADOS SEUS CPFs

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.