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Economia

IBGE: desemprego é de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro

Avaliação manteve menor índice já registrado desde o início da série histórica e reflete estabilidade em relação ao período anterior

desoneração folha de pagamento | Lula vetou, na última quinta-feira, 23, o projeto que prorrogava a desoneração | Foto: Tony Winston/Agência Brasília; desemprego, IBGE
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 5 | Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 5, revelam que o desemprego atingiu 5,4% no trimestre encerrado em janeiro.

A avaliação manteve o menor índice já registrado desde o início da série histórica em 2012 e reflete estabilidade em relação ao período de agosto a outubro de 2025, no qual apresentou o mesmo patamar.

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Em comparação ao trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025, quando a taxa estava em 6,5%, houve recuo de 1,1 ponto porcentual.

Já o número da população desocupada no trimestre encerrado em janeiro de 2026 chegou a 5,9 milhões. Trata-se de uma queda de 17,1% perante os 7,1 milhões do trimestre referente aos anos anteriores (novembro de 2024 a janeiro de 2025).

Subutilização e desalento permanecem estáveis, mostra IBGE

Agente recenseador do IBGE trabalha coleta dados demográficos em uma residência na cidade de Santa Teresinha, no Brasil | Foto: Joa Souza

A população ocupada, por sua vez, alcançou 102,7 milhões de pessoas, com nível de ocupação em 58,7%, porcentual próximo ao de agosto a outubro de 2025, que foi de 58,8%. A taxa de subutilização, que inclui aqueles subocupados, desocupados ou que poderiam trabalhar mais, ficou em 13,8%, totalizando 15,7 milhões de brasileiros nessa situação.

Os dados indicam estabilidade na quantidade de pessoas subocupadas por insuficiência de horas, que soma 4,5 milhões, e também no contingente fora da força de trabalho, estimado em 66,3 milhões. O grupo dos desalentados, que desistiu de procurar emprego, permanece em 2,7 milhões, mantendo o patamar de 2,4%.

Mercado formal, informalidade e rendimento

No mercado formal, 39,4 milhões de brasileiros possuem carteira assinada no setor privado, enquanto outros 13,4 milhões trabalham sem registro. O contingente de trabalhadores por conta própria se manteve em 26,2 milhões, e o de empregados domésticos ficou estável em 5,5 milhões.

A informalidade atingiu 37,5% da população ocupada, ou 38,5 milhões de pessoas, ligeiramente abaixo dos 37,8% e 38,8 milhões registrados no trimestre encerrado em outubro. O rendimento médio habitual subiu para R$ 3.652, o que representa aumento de 2,8% no trimestre e 5,4% em 12 meses.

Leia também: “A voz do povo”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 311 da Revista Oeste

A soma dos rendimentos habituais chegou a R$ 370,3 bilhões, crescimento de 2,9% no trimestre, equivalente a R$ 10,5 bilhões a mais, e aumento de 7,3% no ano, correspondendo a um acréscimo de R$ 25,1 bilhões, segundo o IBGE.

Leia também: “O país do esgoto”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 310 da Revista Oeste

1 comentário
  1. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Com Márcio Pochmann na direção do IBGE, não demora à taxa de desemprego ficar negativa, bem como teremos em breve deflação.

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