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Economia

Haddad entrega a Motta lista de projetos prioritários para a economia; veja

Parte da agenda prioritária do ministro é resquício do ano passado, incluindo a PEC que impede os supersalários

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, deram entrevista coletiva depois de encontro no Congresso | Foto: Reprodução/TV Câmara
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, deram entrevista coletiva depois de encontro no Congresso | Foto: Reprodução/TV Câmara

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou um diagnóstico da economia brasileira ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta quarta-feira, 5. Além disso, entregou ao parlamentar uma lista com 25 prioridades da pasta para 2025 e 2026.

Na apresentação, Haddad diz que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está construindo um “equilíbrio fiscal verdadeiro”. O documento defende ainda a ideia de que o país está crescendo “acima das previsões”.

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Parte da agenda prioritária de Haddad é resquício do ano passado, incluindo a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que impede os supersalários e limita o aumento do abono salarial.

A lista com as prioridades para a economia foi apresentada pelo ministro ao presidente Lula em janeiro.

Entre as propostas, estão a regulamentação da reforma tributária e a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O governo espera que o projeto da reforma da renda seja enviado ao Congresso ainda neste ano para que seja implementado a partir de 2026.

Leia também: “Haddad espera safra recorde para conter preço dos alimentos”

O encontro de Haddad com Motta estava marcado para 12h, no Congresso Nacional. Por volta das 13h15, o ministro e o presidente da Casa Baixa falaram à imprensa em entrevista coletiva.

O titular da Fazenda afirmou que o objetivo das propostas é melhorar o cenário ecomômico do país e que não tem uma “bala de prata” — um projeto que seja a prioridade neste primeiro momento.

“Quando você incide para melhorar o ambiente de negócio, melhorar as relações contratuais, você melhora muito as possibilidades de crescimento da economia”, argumentou. “Então, é tijolinho por tijolinho que nós vamos construir uma economia mais robusta. Nunca vai haver uma bala de prata.”

Haddad detalha isenção do Imposto de Renda

Haddad afirmou ainda que a área econômica já encontrou a solução para compensar a perda de arrecadação com a atualização da tabela de isenção do Imposto de Renda (IR).

Na semana passada, Lula afirmou que o projeto para ampliar a isenção do IR para até R$ 5 mil ainda estava em elaboração, porque faltava indicar a compensação no Orçamento.

De acordo com Haddad, a solução foi desenhada, mas ainda vai ser apresentada a Lula “nas próximas semanas”. Questionado por Oeste sobre os detalhes da proposta, o ministro não quis adiantar a medida estabelecida para a compensação nem os valores envolvidos.

“Nenhuma renúncia fiscal no Brasil pode ser feita sem compensação”, limitou-se a dizer. “Eu não posso adiantar, mas nós terminamos o desenho. Já está estabelecido.”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entregou lista de prioridades a Hugo Motta | Foto: Diogo Zacarias/MF
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entregou lista de prioridades a Hugo Motta | Foto: Diogo Zacarias/MF

“Agora, começa uma tramitação formal [no governo]”, afirmou. “Então, isso vai acabar vindo nas próximas semanas. Essa é uma reforma que queremos que tramite com a cautela e a transparência devida. Essa é uma lei mais simples, mas tem um impacto econômico relevante.”

Ainda segundo o ministro, a proposta para a isenção do IR deve chegar ao Congresso Nacional “nas próximas semanas”. Não houve uma previsão de entrega da proposta. “Como isso passa a ter vigência no 1° de janeiro do ano que vem, a Câmara e o Senado têm que ter o tempo devido para analisar”, acrescentou.

Apesar de não estar previsto, também é esperado um encontro de Haddad com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Veja as 25 medidas da agenda econômica para 2025 e 2026:

  1. Fortalecer o arcabouço fiscal, para assegurar a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), diminuir o desemprego e manter a inflação baixa e estabilizar a dívida pública;
  2. Iniciar a implantação da reforma tributária sobre o consumo;
  3. Regulamentar a reforma tributária: lei de gestão e administração do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), fundos e imposto seletivo;
  4. Reforma sobre a renda, com isenção para quem ganha até R$ 5 mil e tributação sobre milionários;
  5. Limitação dos supersalários;
  6. Reforma da previdência dos militares;
  7. Projeto de lei da conformidade tributária e aduaneira, com valorização do bom contribuinte e responsabilização do devedor contumaz;
  8. Nova Lei de Falências;
  9. Fortalecimento da proteção a investidores no mercado de capitais;
  10. Consolidação legal das infraestruturas do mercado financeiro;
  11. Resolução bancária;
  12. Mercado de crédito: execução extrajudicial, consignado do E-social, uso de pagamentos eletrônicos como garantia para empresas e ampliação de garantias em operações de crédito (open asset)
  13. Regulamentação econômica das big techs;
  14. Modernização do marco legal de preços de medicamentos;
  15. Pé-de-Meia: permissão ao aluno investir em poupança ou títulos do Tesouro;
  16. Modernização do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos e das parcerias público-privadas;
  17. Nova emissão de títulos sustentáveis para trazer recursos do fundo clima;
  18. Avanço na implementação do mercado de carbono, com governança e decreto regulamentador;
  19. Novos leilões do Ecoinvest;
  20. Compra pública com conteúdo nacional programa de desafios tecnológicos para a transformação ecológica;
  21. Estruturação do Fundo Internacional de Florestas;
  22. Conclusão da taxonomia sustentável brasileira;
  23. Política de atração de datacenter e marco legal da inteligência artificial;
  24. Plano Safra e Renovagro: aprimoramento dos critérios de sustentabilidade;
  25. Concluir o mapa e investimentos sustentáveis na BIP (Plataforma de Investimentos para a transformação Ecológica no Brasil).

2 comentários
  1. J CARLOS
    J CARLOS

    TAXAD ENTREGA PARA MOTA LISTA DE PROJETOS PRIORITÁRIOS PARA CONSOLIDAÇÃO DO ROMBO FISCAL!

  2. Marcio Yukio Katsuki
    Marcio Yukio Katsuki

    O equilíbrio fiscal verdadeiro deste desgoverno: aumenta a arrecadação, que o gasto será maior ainda!! Rombo, no Brasil não tem rombo, é só um número negativo, de receita contra despesa!! O Brasil não quebra, quem quebra é quem gera a arrecadação!! Como sempre, só a Bomba Atômica, salva o Brasil!!

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