A Concessionária Internacional do Aeroporto de Guarulhos (GRU Airport) venceu a disputa por 12 dos 13 terminais leiloados nesta quinta-feira, 27, na sede da B3, em São Paulo. Sem concorrência direta na maioria dos casos, a empresa ofereceu desconto zero sobre os parâmetros exigidos pelo governo.
A rodada faz parte da primeira fase do Programa AmpliAr, iniciativa federal para ampliar e modernizar até cem aeroportos regionais. Participaram do certame três grupos: GRU Airport, Fraport e PRS Aeroportos.
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A GRU garantiu o controle de terminais em nove Estados. Estão na lista os aeroportos de Lençóis, Paulo Afonso e Araripina, além de unidades em Barreirinhas (MA), Porto Alegre do Norte (MT), Garanhuns (PE), Serra Talhada (PE), São Raimundo Nonato (PI), Aracati (CE), Cacoal (RO), Vilhena (RO) e Araguaína (TO).
A única disputa real aconteceu em Jericoacoara (CE), no Aeroporto Comandante Ariston Pessoa. No entanto, a GRU manteve a proposta de desconto de 0%, sem oferecer vantagens adicionais.
A soma total de investimentos previstos nas 12 concessões é de R$ 630 milhões, com média de R$ 52,5 milhões por terminal. O maior valor individual será aplicado em Paulo Afonso (BA), com previsão de R$ 106,2 milhões. Já Garanhuns (PE) deve receber o menor montante: R$ 22,1 milhões.
Três dos terminais já possuem voos domésticos regulares: Lençóis, Araripina e Garanhuns. A nova operadora promete melhorias em todos os aeroportos, incluindo ampliação de pistas, terminais de passageiros e estacionamentos. Alguns locais ainda terão pistas adaptadas para receber jatos.
Seis aeroportos não receberam propostas
Dos 19 terminais previstos inicialmente, seis ficaram sem interessados. Todos estão no Norte ou no interior da Bahia: Tarauacá (AC), Barcelos (AM), Itacoatiara (AM), Itaituba (PA), Parintins (AM) e Guanambi (BA). Esses aeroportos permanecem sem previsão de nova licitação ou operação.
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O governo federal mira ampliar a integração regional, facilitar o acesso a áreas isoladas e incentivar o turismo em polos estratégicos. A concessão dos terminais ocorre em meio ao esforço para descentralizar a aviação nacional e reduzir a dependência dos grandes hubs.





































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