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Economia

Governo publica MP que aumenta impostos e novo decreto do IOF

Texto eleva as taxas sobre investimentos antes isentos

Isenção de Imposto para uns, mais impostos para outros | Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Isenção de Imposto para uns, mais impostos para outros | Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O governo federal publicou nesta quarta-feira, 11, medidas que promovem mudanças nos impostos sobre operações financeiras, investimentos e ativos virtuais. As alterações atingem tanto pessoas físicas quanto jurídicas e visam a ampliar a base de arrecadação federal por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).

Entre as principais mudanças está a fixação da alíquota de 0,0082% ao dia no IOF para diversas modalidades de crédito concedidas a pessoas jurídicas. O decreto também mantém a cobrança adicional de 0,38% sobre operações de crédito, independentemente do prazo, inclusive para pessoas físicas, exceto no caso de operação de “forfait“.

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A norma ainda esclarece que essas operações também são consideradas operações de crédito e sujeitas ao IOF. Pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional terão alíquota reduzida de 0,00274% ao dia em operações de até R$ 30 mil.

No câmbio, diversas transações passam a ter alíquota uniforme de 3,5%, como saques no exterior, carregamento de cartões pré-pagos, transferências internacionais e operações de câmbio não especificadas.

Operações destinadas a investimento no exterior terão alíquota de 1,10%, enquanto operações de entrada de recursos estarão sujeitas a 0,38%. O decreto também estipula isenção para o retorno de investimentos estrangeiros em participações societárias no país.

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Novas regras ampliam cobrança de impostos

Paralelamente ao decreto, a medida provisória redefine a tributação do Imposto de Renda sobre investimentos e ativos virtuais. De acordo com o texto, “os rendimentos de aplicações financeiras no país ficam sujeitos à retenção na fonte do IRRF à alíquota de 17,5%”, a mesma aplicada aos ganhos líquidos em bolsa e aos rendimentos com criptomoedas.

A MP também prevê a compensação de perdas com rendimentos auferidos a partir de 2026, desde que comprovadas por documentação emitida por entidades reguladas. Para criptoativos, a norma estabelece que perdas não poderão ser compensadas com outros tipos de rendimento, o que limita o planejamento tributário de investidores do setor.

Entre as mudanças, destaca-se ainda a nova alíquota de 5% para rendimentos de Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Certificados de Recebíveis (CRI e CRA) e outros ativos antes isentos. A medida atinge investimentos realizados a partir de 1º de janeiro de 2026.

Os brasileiros pagaram R$ 3 trilhões em impostos em 2024, conforme o Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo | Foto: ACSP/Divulgação
Os brasileiros pagaram R$ 3 trilhões em impostos em 2024, conforme o Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo | Foto: ACSP/Divulgação

Já os rendimentos de Fundos Imobiliários (FII) e do agronegócio (Fiagro) continuarão isentos, mas os cotistas passarão a ser tributados com alíquota de 17,5% ou, em certos casos, de 5%, de acordo com o texto.

Para investidores não residentes, o IRRF será cobrado com base nas mesmas regras aplicáveis às pessoas físicas residentes no Brasil, salvo exceções. Aqueles domiciliados em paraísos fiscais estarão sujeitos a uma alíquota de 25%.

Leia também: “O novo saque dos fundos de pensão”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 232 da Revista Oeste

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7 comentários
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    gente!! Eu estou há 3 anos SEM consumir…minhas UTLTIMAS compras geradoras de impostos federais foram em dezembro 2022.
    PAREM DE CONSUMIR!
    Principalmente combustiveis, carros, bebidas, cigarros, BETs, loterias, roupas, sapatos e alimentos fora da cesta básica…Iorgute,refrigerantes, ..vocês sabem.
    PAREM DE CONSUMIR E POUPEM! mas não, brasileiro é mesmo abestalhado…é só observar o trânsito em Sampa, para auferir o quanto nosso povo é imbecil.

  2. Semiao Emediato
    Semiao Emediato

    Um Sistema falido, Governos que vem e que vão, incompetentes, gestores ineficientes….Reformas que não funcionam, então a única saída que lhes restam , são aumento de impostos, esperamos que o congresso que também custa muito caro para o País, não aprove nada disso, já temos muitos IMPOSTOS ….E o Brasil funcionando, por causa de seu POVO GUERREIRO E EMPREENDEDOR, que estão despertando e enxergando a realidade como deve ser…

  3. Ricardo Villas
    Ricardo Villas

    Governo perdulário! Gasta sem qualquer controle, com objetivos totalmente eleitoreiros e quer jogar o custo “guela abaixo” para cima da sociedade. É inaceitável!

  4. Andre Luiz Rodrigues
    Andre Luiz Rodrigues

    Uma hora a fonte vai secar e os marginais vão ver o resultado! E não vai nadinha bom para eles… Vide os casos de Mussolini e kadafi…! Se bem que brasileiro não tem iniciativa nem para isso, só para carnaval, futebol e malandragem mesmo!

  5. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    E o nosso glorioso congresso como fica nisso? Meteram o rabo entre as pernas e aceitaram humildemente a imposição do ladrão, senão o stf manda prender todos. O problema brasileiro se chama eleitores. I

    .

  6. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Faz o “L” do amor bandido!
    Mas os acéfalos apoiadores desse DESgoverno não está nem ai, pois ainda não taxaram o capim, fonte de alimento de esquerdalhas…

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