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Economia

R$ 1 trilhão: governo planeja transferir imóveis federais para fundo de investimentos

Modelo inédito no país é a aposta do Ministério da Economia para impulsionar negócios com esses bens

imóveis
Paulo Guedes será questionado sobre reajuste aos policiais | Foto: Ministério da Economia/Divulgação

O Ministério da Economia planeja adotar um modelo inédito para transferir imóveis sob domínio da União para um fundo de investimento com participação de sócios privados. O lançamento está previsto para ocorrer ainda neste ano, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

O modelo é uma aposta da equipe do ministro Paulo Guedes para impulsionar negócios com esses ativos. O universo de imóveis federais considerados alienáveis pelos técnicos da pasta reúne cerca de R$ 1 trilhão, mas nem toda carteira será colocada à disposição de forma imediata.

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A ideia do governo é lançar alguns fundos para ir testando o modelo. Embora previsto na lei desde 2015, o formato nunca foi aplicado na prática, devido a uma série de discussões preparatórias.

Os imóveis elegíveis são aqueles que não possuem um fim específico, sejam eles terrenos, galpões ou prédios desocupados. As destinações possíveis variam entre logística, desenvolvimento de empreendimentos residenciais e espaços comerciais.

O Ministério da Economia já contratou a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) para fornecer assessoria técnica e apoio operacional na promoção da sessão pública de licitação que selecionará os consórcios administradores dos fundos.

O próximo passo é concluir a seleção dos imóveis que integrarão o primeiro edital. O programa será batizado de “Incorpora, Brasil – Fundos Imobiliários Federais”.

A Secretaria Especial de Desestatização, Desenvolvimento e Mercados, que administra os imóveis da União, tem discutido internamente a criação de ao menos dois fundos: um logístico, com imóveis e terrenos próximos a rodovias e outros locais estratégicos para a movimentação de mercadorias; e outro comercial, com edificações atrativas para esse tipo de negócio.

“Em vez de buscar um comprador que tenha um cheque de R$ 1 bilhão e, portanto, poder de barganha, vamos integralizar o fundo, vender as cotas, profissionalizar a gestão e, quando zerar, o governo sai do negócio, sem permanecer como controlador do fundo”, disse, em fevereiro a Oeste, Diogo Mac Cord, ex-secretário de Desestatização do governo. O modelo é similar ao que ocorreu nos Estados Unidos no fim da década de 1980.

O inventário de imóveis pode chegar a R$ 1,5 trilhão

Desde 2020, o governo federal monta um inventário dos 760 mil imóveis públicos — muitos pertencem às Forças Armadas, principalmente à Marinha. O valor, ainda que subestimado, pode chegar a R$ 1,5 trilhão. Boa parte desse montante já foi colocada à venda, num plano de desinvestimento. São terrenos, apartamentos, casas, armazéns e prédios inteiros. A primeira lista inclui 55 mil imóveis, com projeção de arrecadação de R$ 100 bilhões até o fim do ano.

Leia também: “O feirão de imóveis da União”, reportagem publicada na edição 98 da Revista Oeste

14 comentários
  1. Ana Paula F.
    Ana Paula F.

    Ainda bem que Bolsonaro vai ser reeleito porque deixar todo esse dinheiro e brilhante trabalho feito nesses anos nas mãos de bandidos, não tem nem como falar 🙏

  2. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    EU gostaria de comprar COTAS desse fundo…..Pode usar o FGTS?!?! Olha outra idéia ai gente….

  3. Marisa
    Marisa

    Parabéns ao ministro e à sua equipe. É muito bom ter no governo pessoas competentes e que trabalham visando o bem do País. Chega dessa turma da esquerda.

  4. José Camargo
    José Camargo

    O déficit habitacional no Brasil,segundo a Fundação João Pinheiro, é de 5,8 milhões de moradias.Com essa grana(1,5 trilhão) daria pra reduzir o déficit habitacional pelo menos em 70%.

  5. Luiz
    Luiz

    Investimento e poupança, só assim pra fazer o país prosperar, com isso outras medidas serão possíveis, Boa Guedes!

  6. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Com esse governo dá para desfrutar o presente e ter confiança no futuro. Enquanto uns se inspiram em modelos vitoriosos de países bem sucedidos para repartir com a população, outros preferem políticas de países decadentes que dão vida boa apenas para uma pequena casta. Muitos se encantam iludidos de que pertencerão à elite.

  7. Roberto
    Roberto

    Ideia lógica e inteligente. Só mesmo PG e sua extraordinaria equipe para implantar essa inovação. Parabéns Ministro.

    1. carlos roberto de moura
      carlos roberto de moura

      Boa, Louis! E sem utilizar a Casa da Moeda para ‘fabricar’ dinheiro! “Fazer do limão uma limonada” de verdade é coisa para gente grande. Prefiro aplicar nesse fundo, mesmo se ganhar menos, do que em tantou outros que oferecem por aí.

  8. luiz alberto bianchi
    luiz alberto bianchi

    PRESIDENTE BOLSONARO TEM 3 DIAS PARA EXPLICAR ISSO RSRSRSRS

  9. Td
    Td

    ótima notícia, chamados FII. O investidor compra em média R$ 100 cada cota e recebe o dividendo mensalmente.

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