O governo federal aumentou, nesta sexta-feira, 21, a previsão do déficit fiscal em 2025 para R$ 34,2 bilhões. A expectativa anterior era de R$ 30,2 bilhões. A revisão é fruto, principalmente, do impacto do Programa de Dispêndios Globais (PDG), responsável pelas despesas das empresas estatais, conforme divulgado pelo portal Metrópoles.
Sem considerar o PDG, o déficit estimado para o ano seria de R$ 31,2 bilhões, ainda acima do cálculo anterior. A meta fiscal para 2025 continua sendo déficit zero, com margem de tolerância de 0,25% do PIB, o que equivale a cerca de R$ 31 bilhões. Como a nova projeção supera esse limite, o governo deverá bloquear R$ 3,3 bilhões em despesas para tentar cumprir a meta.
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As informações constam no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quinto bimestre, documento oficial que monitora as contas do governo central. Déficit ocorre quando os gastos superam as receitas; superávit é quando as receitas ultrapassam as despesas.

Mesmo com déficit em 2025, projeção é positiva para próximos anos
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 indica metas fiscais positivas para os próximos anos. As projeções são de superávit de 0,25% do PIB, ou R$ 33,1 bilhões, em 2026; 0,50% do PIB, ou R$ 70,7 bilhões, em 2027; e 1% do PIB, equivalente a R$ 150,7 bilhões, em 2028.
No cenário das contas públicas, a receita primária total caiu levemente, de R$ 2,924 trilhões para R$ 2,922 trilhões. Em contrapartida, as despesas aumentaram em aproximadamente R$ 1,3 bilhão, de R$ 2,417 trilhões para R$ 2,418 trilhões.
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