O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou nesta quinta-feira, 28, a lei que reajusta o piso salarial paulista para R$ 1.874,36. O novo valor entra em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da publicação da lei.
Segundo o governo paulista, o piso acumula alta nominal de 46% desde 2022, quando estava em R$ 1.284. Com o reajuste, o salário mínimo estadual passa a ficar 15,6% acima do piso nacional atual, fixado em R$ 1.621. A diferença entre os dois valores é de R$ 253.
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Piso paulista supera inflação acumulada desde 2022
De acordo com o governo estadual, o reajuste do piso em São Paulo superou a inflação acumulada medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 19,5% no período.
O aumento também ficou acima da variação nominal do salário mínimo nacional desde 2022, de 33,7%.
O piso paulista vale para trabalhadores que não possuem salário profissional definido por lei federal, convenção coletiva nem acordo sindical.
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A medida alcança categorias como empregados domésticos, cuidadores de idosos, serventes, auxiliares de serviços gerais, trabalhadores agropecuários, vendedores, garçons, motoboys, pedreiros, encanadores, pintores, operadores de telemarketing e profissionais de limpeza.
Em abril, o governo federal propôs salário mínimo de R$ 1.717 para 2027. O valor consta no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso.
A projeção considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), limitado pelas regras do arcabouço fiscal. O projeto também prevê salário mínimo de R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030.
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