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Economia

Governo avalia aporte de R$ 6 bilhões nos Correios para conter rombo

Possível injeção de recursos públicos é discutida enquanto empresa tenta recuperar equilíbrio financeiro

Veículos dos Correios no estacionamento da estatal: socorro financeiro | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Veículos dos Correios no estacionamento da estatal: socorro financeiro | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O governo federal analisa a possibilidade de destinar até R$ 6 bilhões para reforçar o caixa dos Correios. A medida é discutida como alternativa para reduzir o impacto do prejuízo acumulado e dar sustentação ao plano de recuperação financeira da estatal.

A proposta ainda está em fase de avaliação. Integrantes da equipe econômica defendem cautela antes de qualquer decisão definitiva. A prioridade, neste momento, é acompanhar os resultados das medidas internas já adotadas para reorganizar as contas.

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Correios seguem sob pressão 

A empresa enfrenta um cenário considerado delicado, com sucessivos resultados negativos e aumento das despesas operacionais. O rombo financeiro acumulado elevou o nível de preocupação dentro do governo e ampliou a discussão sobre possíveis formas de socorro.

Mesmo assim, a liberação imediata de recursos não é tratada como certa. A ideia é observar se o plano de ajuste, iniciado recentemente, será suficiente para melhorar o desempenho sem necessidade de novo aporte direto do Tesouro.

Leia também: “A conta que o populismo não mostra”, artigo de Gustavo Segré publicado na Edição 309 da Revista Oeste

No fim do ano passado, a estatal buscou reforçar o caixa por meio da contratação de empréstimos com garantia pública. O objetivo foi ganhar fôlego financeiro e viabilizar a execução de um pacote de reestruturação administrativa e operacional.

Entre as medidas previstas estão cortes de custos, revisão de contratos e mudanças na estrutura de funcionamento. A empresa também passou a estudar novas frentes de atuação para ampliar receitas e reduzir a dependência das atividades tradicionais.

Outro eixo do plano envolve a venda de imóveis considerados ociosos. A estratégia inclui a negociação de prédios administrativos, galpões e terrenos em diferentes regiões do país. A expectativa é levantar recursos para fortalecer o caixa e modernizar a operação logística.

Os valores desses ativos variam de acordo com localização e tamanho. Alguns imóveis possuem alto valor comercial e podem gerar entrada relevante de capital. A direção da estatal aposta no fato de que essas medidas, combinadas, podem reduzir a necessidade de um aporte direto e acelerar o processo de recuperação financeira.

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1 comentário
  1. Eduardo S. Z.
    Eduardo S. Z.

    Para se ter uma ideia do que é o Correios, vá usar uma agência oficial e depois vá usar uma terceirizada para o mesmo serviço. Não tem salvação!

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