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Economia

Governo aumenta tributos dos bancos e reduz IPI da indústria

MP zerou o IPI sobre insumos para refrigerantes e ampliou a redução para produtos da linha branca e automóveis

Bolsonaro ministros
Bolsonaro quer enviar parecer contra Moraes para a PGR | Foto: Edu Andrade/Ascom/ME

O presidente Jair Bolsonaro (PL) editou uma medida provisória (MP) que eleva os tributos sobre bancos e instituições financeiras. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de quinta-feira 28.

A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos subirá de 20% para 21% até o fim deste ano. Já a alíquota das demais instituições financeiras passará de 15% para 16%.

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O objetivo do governo federal é custear a abertura do programa de renegociação de dívidas de empresas do Simples Nacional.

As elevações de tributos são necessárias para compensar uma renúncia de cerca de R$ 500 milhões com o Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional, como ficou conhecido o Refis focado nos pequenos negócios. A lei foi promulgada em 17 de março, após o Congresso Nacional derrubar um veto de Bolsonaro à medida. O veto foi necessário justamente porque o programa havia sido aprovado sem previsão de renúncia no Orçamento ou de medida compensatória.

A MP tem vigência imediata, mas o aumento do tributo só terá efeito daqui a 90 dias (a partir de 1º de agosto), devido à chamada noventena (antecedência mínima para uma elevação desse tipo de contribuição).

Decreto zera IPI sobre insumos para refrigerantes

Bolsonaro também editou um decreto para cortar o benefício dos xaropes de refrigerantes produzidos na Zona Franca de Manaus.

As companhias que produzem o xarope dos refrigerantes e estão instaladas na região são isentas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mas mesmo sem pagar tributos elas geram créditos tributários para grandes empresas engarrafadoras que adquirem o concentrado. O benefício é equivalente ao valor do imposto sobre o xarope de refrigerante.

Até o fim de fevereiro, a alíquota era de 8%, mas, graças ao corte linear de 25% no imposto promovido pelo Ministério da Economia, já havia caído a 6%. Agora, a alíquota foi zerada. Quanto menor é esse porcentual, menos créditos as grandes empresas têm para abater seus tributos.

Outros produtos

Também na quinta-feira, Bolsonaro assinou um decreto que amplia a redução do IPI de 25% para 35% sobre automóveis, eletrodomésticos da chamada “linha branca” e outros produtos industrializados.

A medida entrará em vigor no domingo 1º. O objetivo da redução do imposto é incentivar a indústria nacional e o comércio para a retomada da economia. O setor avalia que a medida ainda pode diminuir os preços dos produtos industrializados e, desta forma, contribuir com o controle da inflação.

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11 comentários
  1. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Por este motivo querem ver Bolsonaro fora este ano…. ganharam muito dinheiro com o ex-presidiário e empréstimos do BNDES, segundo o portal da transparência… Neste caso, somos nós que pagaremos este aumento de tributos…

  2. Audie Diogo do Amaral
    Audie Diogo do Amaral

    Assim fica fácil entender o ódio da herdeira do itaú e a preferência por Lula (o pai dos pobres e sócio dos milionários banqueiros)

  3. João Paulo
    João Paulo

    Precisamos é diminuir os impostos sobre Armas, Munições e Insumos.
    Os preços praticados em âmbito nacional quase que viabilizam esse nicho de mercado tão essencial para a vida do cidadão que deseja defender a si e sua família, quanto à categoria dos CACs (Caçados, Atiradores desportivos e Caçadores). Se o referido mercado do armamento cresceu tanto ante tantos desafios, quem dirá se desonerassem o setor ainda mais? Não ao desarmamento!

  4. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Perfeito! Tira o dinheiro do bolso de especuladores agiotas e o direciona para quem produz. Deveriam ter feito isso há muito tempo.

  5. Francisco
    Francisco

    Isso explica a raiva dos Farialulers e da turma do subsídio da zona franca em relação ao atual governo.Follow the money

    1. Raul José De Abreu Sturari
      Raul José De Abreu Sturari

      Excelente.
      Medidas claramente liberais.
      Paulo Guedes sendo Paulo Guedes.
      Esse governo me representa.

  6. Errol Bicalho
    Errol Bicalho

    N me lembro de nenhum governo federal que tenha cortado ou diminuído impostos, pelo contrário, em caso de perda de arrecadação sempre elevaram os mesmos.

  7. Antônio Carlos de Freitas Drumond
    Antônio Carlos de Freitas Drumond

    Mesmo contra “todos” , Paulo Guedes e Bolsonaro estão tirando as travas que impedem nosso crescimento. Repetirei meu voto em 2022

  8. Claudio Haddad
    Claudio Haddad

    O IMPACTO SERIA MAIOR,NÃO FOSSE A POLITICA CONTRARIA E ARRECADATORIA DOS GOVERNADORES…

    1. João Paulo
      João Paulo

      O ICMS sequer deveria existir, é uma distorção absurda criada por politiqueiros incompetentes.

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