publicidade
Economia

Governo aprova modelo de desestatização da Eletrobras

Empresa deverá se tornar uma corporação sem controladores

eletrobras
Foto: Reprodução/Mídias Sociais

Na terça-feira 19, o Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos aprovou a modelagem da desestatização da Eletrobras. Pelo projeto, a União reduzirá suas cotas e poderá deter o máximo de 45% de participação na empresa. A votação foi unânime, e o processo será executado através da capitalização da companhia com a venda de ações no mercado aberto.

A proposta também cria mecanismos para que a estatal passe a atuar como uma corporação sem um controlador. Para isso, nenhum acionista poderá exercer o direito de voto que exceda 10% das cotas da companhia. O governo manterá ainda uma participação Golden Share (que concede garantias especiais) para garantir a diluição do controle.

Receba nossas atualizações

No limite de 50%, o FGTS poderá ser utilizado para a aquisição de ações por meio de cotas de fundos mútuos de privatização. Os trabalhadores e aposentados da empresa terão prioridade para atingir 10% de participação.

Valor do negócio

A companhia é a maior do setor de energia da América Latina. O negócio planejado pelo governo para desestatizá-la deve levantar cerca de R$ 23 bilhões, segundo o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Gustavo Montezano. Por determinação constitucional, a Usina de Itaipu e a Eletronuclerar, hoje controladas pela Eletrobras, serão mantidas sob o controle do estatal.

“Trabalhamos hoje para que a oferta primária seja de R$ 23,2 bilhões”, afirmou Montezano. “A quantidade de ações será tal qual leve a participação da União para 45% do capital total.”

Investimentos no setor energético

Como parte do programa aprovado, a Eletrobras deverá investir R$ 6,7 bilhões para a revitalização e a navegabilidade do reservatório de Furnas e das bacias hidrográficas dos rios São Francisco, Madeira, Tocantins e Parnaíba. Outros R$ 2,1 bilhões serão aplicados em ganhos de eficiência energética na Região Norte do Brasil. Ao longo dos próximos dez anos, a empresa ainda terá de transferir R$ 29,8 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético.

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Maciel Gomes
    Maciel Gomes

    É A desregulamentação do setor energético, bem vindos ao caos!!!!

    1. Fábio Brancaglion
      Fábio Brancaglion

      Menino usa azul, menina usa rosa, presidiário usa laranja e jumento usa vermelho…..kkkk

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade