Em entrevista ao programa Opinião no Ar, da RedeTV!, nesta terça-feira, 14, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, voltou a descartar o “apagão” de energia elétrica no Brasil.
Embora tenha reconhecido a gravidade da crise hídrica, o ministro afirmou que o governo federal adotou as medidas necessárias, ainda no fim do ano passado, para evitar consequências mais drásticas para a população brasileira.
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“O tamanho da crise hídrica é desafiador. Entretanto, percebemos essa crise ainda no final de 2020 e começamos a adotar as medidas necessárias para que a sociedade brasileira tivesse a segurança energética e também uma energia ao menor custo possível”, disse Albuquerque.
Segundo o ministro, “os reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste se encontram hoje em um nível próximo a 19% e deverão chegar ao final do período seco em torno de 12% a 15%”. “Isso não é o mais relevante. O importante é que consigamos manter a governança do sistema, e isso tem ocorrido ao longo dos últimos meses”, destacou.
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“Estamos passando por um momento que é causado, principalmente, pela seca e por essa baixa afluência. Temos convicção de que, quando chegarmos ao período úmido, vamos gradualmente voltar à normalidade da operação do sistema.”
Indagado sobre a necessidade de a população colaborar com o governo e reduzir o consumo de energia no dia a dia, Albuquerque lembrou que “o período crítico vai da parte da tarde até o início da noite, entre 15h e 16h até as 19h”. “O consumo tem de ser reduzido o máximo possível. Com isso, nós evitamos picos de demanda”, afirmou o ministro.
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Privatização da Eletrobras
Outro assunto abordado durante a entrevista foi a privatização da Eletrobras, aprovada pelo Congresso Nacional em junho. Segundo o ministro de Minas e Energia, a capitalização da estatal “é muito importante para o setor elétrico brasileiro”.
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“Ela [privatização] vai propiciar, com a emissão de ações, com aquilo que o Estado vai receber, nós recuperarmos as nossas principais bacias hidrográficas que há muitos anos não têm os investimentos necessários para sua revitalização”, projetou o ministro. “A privatização da Eletrobras trará muitos benefícios ao setor elétrico brasileiro e à sociedade como um todo.”
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