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Economia

Goldman Sachs rebaixa sua recomendação para ações chinesas

Apesar disso, o banco mantém uma visão otimista para as ações negociadas na Bolsa de Valores da China

No final do terceiro trimestre, a empresa, que é conhecida pelos fortes caixas que gera, não tinha dívidas e tinha caixa líquida de quase R$ 3 milhões | Foto: Geralt/Pixabay
No final do terceiro trimestre, a empresa, que é conhecida pelos fortes caixas que gera, não tinha dívidas e tinha caixa líquida de quase R$ 3 milhões | Foto: Geralt/Pixabay

O banco norte-americano Goldman Sachs Group Inc. rebaixou sua recomendação para as ações chinesas listadas em Hong Kong.

Apesar disso, o banco mantém uma visão otimista para as ações negociadas na Bolsa de Valores da China (de Xangai e Shenzen).

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O rebaixamento ocorre em virtude do modesto crescimento dos lucros.

De acordo com o Goldman Sachs, a indústria da China estaria passando por um reequilíbrio em direção a “áreas de maior produtividade e maior autossuficiência”, que inclui temas tecnológicos, como inteligência artificial.

Saiba mais: “Nvidia desenvolve novos chips para a China; empresa teme restrição dos EUA”

O Goldman Sachs espera um crescimento de 10% nos lucros em 2024, para os membros do Índice MSCI China, e 11% para aqueles no CSI 300, semelhante ao que projetam para este ano.

goldman sachs ações chinesas recomendação
Empresas do setor imobiliário chinês estão endividadas | Foto: Reprodução/Redes sociais

O MSCI China é composto de empresas chinesas de grande e médio porte, listadas em todos os mercados, incluindo listagens estrangeiras. Já o CSI 300 é o índice com as 300 maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzen.

Isso se deve ao fato de que, embora a crise no setor imobiliário possa diminuir, uma base mais alta da recuperação da demanda pós-covid representará um obstáculo para maiores lucros.

Banco rebaixou várias vezes suas recomendações para ações chinesas

A empresa rebaixou suas recomendações para os índices chineses várias vezes em 2023, em meio ao desempenho “sem brilho” do mercado.

No relatório mais recente, o banco norte-americano permaneceu com peso nas ações chinesas onshore (ações listadas nas bolsas de Xangai e Shenzen).

Setores relacionados à inteligência artificial (IA), à nova infraestrutura e às reformas de empresas estatais podem ter um bom desempenho, informou o relatório.

Leia também: “FMI eleva previsão de crescimento da China para 2023”

O banco norte-americano Morgan Stanley também destacou sua preferência por ações do tipo A, em uma nota de 12 de novembro.

As ações do tipo A, no contexto do mercado financeiro chinês, referem-se às ações que são negociadas nas bolsas chinesas.

“Os obstáculos à frente para uma recuperação sustentável do mercado de ações da China ainda são altos, com crescente pressão macro sobre os lucros, juntamente da fraqueza da moeda”, escreveram analistas do banco.

Saiba mais: “Atividade fraca da indústria confirma dificuldades econômicas da China”

O Morgan Stanley espera aumentos de 5% para o Índice Hang Seng China Enterprises e de 7% para o Índice CSI 300, até o fim de 2024.

A Índia é o país escolhido para 2024

Os estrategistas do Goldman Sachs elevaram em peso sua recomendação para as ações da Índia.

O país terá “as melhores perspectivas de crescimento estrutural na região”, com aumento dos lucros na casa dos dois dígitos nos próximos dois anos.

O apelo estratégico do mercado, particularmente dado seu crescimento amplamente impulsionado internamente, oferece aos investidores uma ampla gama de temas geradores de alfa, incluindo grandes empresas e multibilionárias de médio porte.

Leia também: “China se torna primeiro ‘cobrador de dívida’ mundial”

Alfa é um índice muito usado no mercado financeiro, que significa a capacidade de um investimento render lucros acima do esperado no mercado.

Os estrategistas do banco norte-americano Morgan Stanley também disseram que a Índia permanecerá uma de suas principais escolhas para o ano de 2024.

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