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Economia

Gol tem prejuízo de R$ 1 bilhão no 2º trimestre

Em 2023, companhia aérea reportou lucro de R$ 556 milhões no mesmo período

Gol está em recuperação judicial nos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Panrotas
Gol está em recuperação judicial nos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Panrotas

A companhia aérea Gol registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 1,05 bilhão no segundo trimestre de 2024, depois de obter lucro de R$ 416 milhões no mesmo período do ano passado. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira, 14.

Desconsiderando os ajustes, a empresa teve um prejuízo de R$ 3,91 bilhões no trimestre. Em 2023, a Gol havia reportado um lucro de R$ 556 milhões no mesmo período. Analistas do mercado financeiro esperavam um prejuízo de R$ 652 milhões.

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O resultado operacional, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e a mortização (Ebitda) recorrente, totalizou R$ 745 milhões no trimestre encerrado em junho, uma queda de 21,3% em comparação ao segundo trimestre de 2023. A compahia está atualmente em processo de recuperação judicial nos Estados Unidos.

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A dívida líquida da companhia ao final de junho era de R$ 25,85 bilhões, um aumento de 26% em comparação com o ano anterior.

Cade investiga acordo entre Azul e Gol

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou uma investigação sobre o acordo de compartilhamento de voos entre Azul e Gol, firmado em maio.

O acordo de codeshare permite que uma companhia aérea venda bilhetes para voos operados pela outra, o que amplia a oferta de ambas.

Gol companhia
Gol tem buscado negociar contratos com credores | Foto: Reprodução/Site Gol

No dia 11 de julho, as empresas anunciaram o começo da venda de passagens para 40 rotas compartilhadas, com previsão de incluir mais rotas nas próximas semanas.

Azul e Gol têm cerca de 30% do mercado doméstico cada uma, enquanto a chilena Latam lidera, com 40%, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Em nota, a Gol afirmou que o acordo de codeshare é um padrão comercial, no curso normal dos negócios, e envolve apenas rotas domésticas não sobrepostas.

Leia também: “TCU determina auditoria na Anac depois de queda de avião da Voepass”

“A Gol respeita os órgãos reguladores e está à disposição para responder qualquer demanda que receba sobre o tema”, declarou a empresa. A Azul não se manifestou.

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1 comentário
  1. Dario Palhares
    Dario Palhares

    Ou seja, já já teremos o monopólio da Latam. Mas ainda assim, todas as companhias aéreas violam o direito do consumidor. A precificação aérea é totalmente opaca. Uma passagem de ônibus custa o mesmo seja com seis meses, seja com seis horas de antecedência. Mas o preço de uma passagem aérea varia 1000%, mesmo com o voo vazio! A companhia deveria anunciar o preço cheio e descontos por antecipação, ou oferecer lotes diferentes a preços diferentes. Mas, sobretudo, ser transparente com o consumidor. Todas elas pecam. Por isso todas elas vão a falência.

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