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Economia

Gilmar determina criação de comissão para discutir ICMS de combustíveis

Relator de ações sobre o tributo no STF, ministro espera que grupo consiga resolver impasse entre a União e os Estados

STF
Ministro do STF Gilmar Mendes | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na segunda-feira 18, a criação de uma comissão especial para discutir soluções para o impasse entre a União e Estados a respeito Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre combustíveis. O magistrado é relator de duas ações sobre o tema na Corte.

A decisão foi tomada na ação em que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) pede a limitação do ICMS sobre combustíveis em 26 Estados e no Distrito Federal. A ordem também se aplica à ação em que 11 Estados e o Distrito Federal questionam a alíquota única do tributo.

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Uma das principais alterações realizadas pelo Congresso deu status de bens e serviços essenciais a combustíveis, energia elétrica, comunicações e transportes coletivos. Na prática, a legislação impediu que os governos estaduais cobrem taxa superior à alíquota geral de ICMS, que varia de 17% a 18%, dependendo da localidade.

A comissão criada pelo STF vai contar com cinco pessoas representando os Estados e outras cinco a União, grupo que inclui o Executivo e o Legislativo. O juiz auxiliar Diego Veras vai mediar as reuniões, enquanto Paulo Maia, chefe de gabinete de Gilmar Mendes, vai observar os trabalhos da comissão.

A expectativa é que especialistas em contas públicas e arrecadação de ICMS sejam ouvidos durante os trabalhos dos próximos meses.

A primeira reunião da comissão está agendada para 2 de agosto, e o prazo para a conclusão dos trabalhos foi fixado 4 de novembro.

Em audiência de conciliação convocada por Gilmar Mendes no fim de junho, os Estados fizeram diversas propostas para reduzir o impacto das novas regras tributárias sobre a arrecadação do ICMS, que, segundo eles, provocará “redução das verbas nas áreas de saúde e educação”.

Em contraproposta, a União relatou o aumento da arrecadação nos últimos anos pelos Estados e sugeriu o monitoramento dos impactos efetivos da nova legislação, ao longo dos próximos meses, até o fim do 1º trimestre de 2023.

Gilmar destacou que a comparação entre as alegações da União e dos Estados revela “nítida divergência interpretativa” quanto aos números apresentados e à situação real dos entes subnacionais, em relação ao incremento da arrecadação. O ministro espera que a comissão conduza as duas partes a um consenso.

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11 comentários
  1. André Luiz Cumplido de Sant'Anna
    André Luiz Cumplido de Sant'Anna

    Quem acredita em uma decisão acertada em se tratando de STF?

  2. Francisco Segarra Martins Paes
    Francisco Segarra Martins Paes

    Que diabos tem a ver o gilmar mendes com o ICMS ? Por que ele não cuida dos trocentos processos que estão dependendo deles, para que não prescrevam como aconteceu com os contra o renan calheiros ? Baaaahhhh!

  3. Washington Alencar
    Washington Alencar

    Estamos no semipresidencialismo e o poder moderador é o stf não foi isso que eles falaram? Vamos pra rua combater essa esquerda só o povo na rua muda isso.

  4. Audie Diogo Do Amaral
    Audie Diogo Do Amaral

    Esses bandidos não aceitam que lhes cortem as facilidades! e a grana fácil dos impostos!

  5. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Então, tente impedir, vamos colocar a placa desses pilastras nas cidades, contra o povo.

  6. José Antonio Debon
    José Antonio Debon

    Esse assunto do ICMS é fundamental para a implantação da reforma tributária, mas muitos governadores não querem ceder porque dependem dessa grana para pagar suas infladas despesas de pessoal e da previdência, que muitos não fizeram quando tiveram a oportunidade.

  7. Marcos Antônio Braz lucas
    Marcos Antônio Braz lucas

    Mais uma intromissão do Supremo , lei aprovada tem que ser cumprida e nada mais.

  8. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Sério isso????? Questionar a votação do congresso que está dentro da lei?????

  9. Roberto tinoco
    Roberto tinoco

    Como sempre o STF se metendo em assuntos fora de sua alçada. Eles parecem ser contra a tudo aquilo que diminua preço para o consumidor!

  10. Fernando Oliveira
    Fernando Oliveira

    Data vénia, não é incumbência do STF criar Comissões. Ele verifica a constitucionalidade das leis. Grupos de trabalho, comitês, etc. pertencem a outra esfera. Neste diapasão, as casas legislativas e suas Comissões, apreciaram as matérias. Os Plenários votaram. E vida que segue. Inclusive, existem dispositivos de compensação aos Estados nas normas aprovadas.

  11. José Manoel
    José Manoel

    Uma vergonha. O stf atolado de processos que aguardam há anos o julgamento e esses caras se metendo onde não são chamados. Existe senado no Brasil para fiscalizar esses caras?

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