A fusão entre Petz e Cobasi recebeu aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A operação está encaminhada, mas mediante condições estruturais e comportamentais. A autarquia, que tem vínculo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, determinou a venda de parte das lojas para reduzir riscos concorrenciais em São Paulo.
Assim, a transação só poderá seguir depois da transferência de pontos comerciais que seriam estratégicos, principalmente aqueles que operam na capital paulista. As duas redes informaram, por sua vez, que a proposta envolve repassar 26 unidades no Estado. Elas representam pequena fração do faturamento conjunto dos últimos meses. De qualquer modo, aliviariam a concentração no principal mercado do país.
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Fusão vai reunir mais de 500 lojas
Hoje, Petz e Cobasi somam mais de 500 lojas. As marcas lideram o varejo de produtos para animais de estimação em alcance geográfico, assim como em volume de vendas. O relator do processo, conselheiro José Levi, argumentou que a venda concentrada no Estado reforça o ambiente competitivo depois da fusão.
Ele afirmou que a medida reduz preocupações específicas da autoridade antitruste na região mais sensível para o setor. A conselheira Camila Alves discordou parcialmente, ao avaliar que persistem pontos críticos mesmo com o pacote de mitigação.
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Além da alienação das lojas, o Cade estabeleceu regras para limitar cláusulas de exclusividade e práticas que possam restringir rivais menores. A transação foi anunciada em agosto de 2024, quando ambas as empresas declararam deter fatias equivalentes no mercado pet nacional.
Pelos termos pactuados, os acionistas da Cobasi ficarão com 47,4% da nova empresa. Os da Petz terão 52,6%. Além disso, o negócio prevê um aporte financeiro previsto no acordo. As companhias estimam receita anual próxima de R$ 7 bilhões e sinergias de custos superiores a R$ 300 milhões.
Concorrentes reclamam
A aprovação preliminar do Cade recebeu muitas queixas. Representantes da Petlove, por exemplo, argumentaram que Petz e Cobasi formariam um duopólio difícil de enfrentar. As duas redes, contudo, disseram que a concorrência deve considerar o avanço dos canais digitais.
Conforme os advogados, a combinação de formatos físicos e on-line tornou o mercado mais dinâmico e diverso, com presença de pet shops, supermercados e agrolojas em várias regiões do país.
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Absurdo! Isso cria inequivocamente um monopólio, destruindo concorrentes.