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Economia

Fundo Verde reduz exposição ao mercado de ações brasileiro

Para o fundador do Fundo Verde, Luis Stuhlberger, a decisão foi tomada após ter aproveitado o momento positivo do mercado em setembro

O Fundo Verde reduziu sua carteira no Brasil e aumentou os hedges globais | Fonte: Divugação
O Fundo Verde reduziu sua carteira no Brasil e aumentou os hedges globais | Fonte: Divugação

O Fundo Verde, um mais famoso e longevos “hedge funds” brasileiros, reduziu sua carteira no Brasil e aumentou os hedges globais.

Na carta de setembro, Luis Stuhlberger, fundador do Fundo Verde, explicou que decidiu diminuir a exposição de ações após ter aproveitado o momento anterior por causa das taxas de juros.

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A alta das taxas de juros fundo foram importantes para transformar parte da posição em inflação implícita no Brasil em uma posição nos juros reais.

Isto porque quando as taxas de juros aumentam, investimentos em renda fixa se tornam mais atraentes.

Parte do dinheiro de investimentos que estão ligados à inflação migram para investimentos que geram ganhos reais, isto é, ganhos acima da inflação.

Portanto, a alta das taxas de juros fez com que o Fundo Verde trocassem alguns de seus investimentos ligados à inflação por investimentos que pagam juros reais, o que pode ajudar a proteger seu poder de compra em um cenário de inflação crescente.

Leia mais: “Dona da Citroen, Stellantis, confirma investimento de R$ 2,5 bi em fábrica no RJ”

“No mercado global, continuamos tomados no Japão e aplicados em juro real nos EUA. Em moedas reduzimos risco na alocação vendida no Dólar contra o Real, e mantemos posição comprada na Rúpia Indiana contra o Renminbi Chinês e no Peso Mexicano contra o Euro”, afirmou Stuhlberger.

Fundo Verde revê posições de carteira

A posição em ouro foi zerada. As posições em crédito high yield local e global foram mantidas | Fonte: Divulgação
A posição em ouro foi zerada. As posições em crédito high yield local e global foram mantidas | Fonte: Divulgação

O Fundo Vede zerou sua posição em ouro, e que acrescentou ter mantido uma pequena alocação em petróleo.

Os ganhos do Fundo Verde no último mês se deram à posição de inflação implícita no Brasil, hedges de bolsa global, petróleo e nas posições de moedas.

As perdas vieram do ouro, do livro de bolsa local e de posições em juros em mercados desenvolvidos.

A alta do fundo em setembro foi de 0,85% contra 0,97% do CDI. No acumulado de 2023, os ganhos chegam a 8,17%, contra 9,93% do fundo.

“Os períodos de alta violenta de taxas de juros americanas costumam ser bastante perniciosos para mercados emergentes, e setembro seguiu este padrão”, disse o fundador do Fundo Verde.

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1 comentário
  1. Samuel Barletta
    Samuel Barletta

    Picaretas que ficam ricos sobre cotistas ingênuos. Apoiaram estes criminosos que estão destruindo o país e agora zeram posições nas empresas brasileiras. Uma mistura de miopia com mal caratismo.

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