O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) começou, nesta terça-feira, 7, a devolver recursos a mais de 300 mil clientes prejudicados pelo Will Bank. A nova fase amplia o alcance dos pagamentos e contempla valores mais elevados por pessoa.
A primeira etapa teve início em 13 de fevereiro e atendeu clientes com até R$ 1 mil a receber. Na ocasião, o fundo liberou R$ 126 milhões para mais de 1,1 milhão de credores. Agora, o processo envolve cerca de 312 mil pessoas com valores entre R$ 1 mil e R$ 250 mil, teto de cobertura por CPF ou CNPJ. A expectativa é que o FGC desembolse cerca de R$ 6 bilhões nesta fase.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
O ressarcimento ocorre por meio do aplicativo do próprio fundo. Para receber os valores, o cliente precisa realizar cadastro, enviar a documentação exigida e formalizar o pedido.
O FGC ressalta que não realiza contatos por telefone, aplicativos de mensagens nem redes sociais para solicitar dados pessoais, senhas ou códigos de verificação. Também não há nenhuma antecipação de pagamento por intermediários.
FGC já desembolsou mais de R$ 40 bilhões em ressarcimentos
O Banco Central determinou a liquidação do Will Bank em janeiro de 2025, dois meses depois da intervenção no Banco Master. O empresário Daniel Vorcaro, ligado ao grupo, está preso e é investigado por suspeita de crimes financeiros.
Em fevereiro, a autoridade monetária também liquidou o Banco Pleno, que integrou o mesmo conglomerado.
+ Leia também: “Repasses do Master a escritório da mulher de Moraes somaram R$ 80 mi em 2 anos”
O impacto das quebras já mobilizou valores expressivos. O FGC pagou mais de R$ 39 bilhões a 669 mil clientes do Master e cerca de R$ 3,5 bilhões a 107 mil credores do Pleno. A soma total dos desembolsos relacionados ao caso pode ultrapassar R$ 51 bilhões.





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.