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Economia

FGC antecipa contribuições e prevê aporte extra de R$ 32,5 bilhões

Medida ocorre em meio ao rombo causado pelo Master, que já consumiu mais de R$ 38 bilhões em garantias

CNI FGC: dinheiro extra para proteger o sistema financeiro | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
FGC: dinheiro extra para proteger o sistema financeiro | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovou nesta quinta-feira, 5, a antecipação de contribuições ordinárias por parte das instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). A decisão prevê um aporte adicional estimado em R$ 32,5 bilhões para reforçar o caixa do fundo.

De acordo com o FGC, os bancos associados vão antecipar contribuições equivalentes a 60 meses. O recolhimento desses valores está previsto para ocorrer no próximo dia 25. Em nota, o fundo afirmou que a medida busca preservar sua capacidade financeira diante das obrigações assumidas.

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FGC: resposta à desconfiança 

“A medida tem por finalidade assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em estrita observância à legislação vigente e às disposições estatutárias”, informou a entidade.

A decisão ocorre enquanto o fundo realiza pagamentos relacionados ao rombo causado pelo Banco Master. Até esta quinta-feira, o FGC já havia desembolsado R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado financeiro, o equivalente a cerca de 94% do total previsto.

Leia também: “Banco Master: a insustentável leveza de Brasília”, reportagem publicada na Edição 311 da Revista Oeste

Segundo os dados divulgados, aproximadamente 675 mil credores já receberam indenizações, o que corresponde a cerca de 87% do número total de beneficiários. O FGC é responsável por garantir depósitos e investimentos de clientes em instituições financeiras participantes do sistema, dentro de limites estabelecidos pela regulamentação. 

Em situações de intervenção ou liquidação de bancos, o fundo assume o pagamento de valores devidos a correntistas e investidores até o teto previsto, mecanismo que busca preservar a confiança no sistema bancário e evitar efeitos de contágio no mercado financeiro.

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