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Economia

Estados e municípios pagarão maior parte de cortes do IPI

Medida impacta entes subnacionais já que imposto federal têm fatias da receita distribuídas por fundos de participação

Deputados verba gabinete
Foto: Reprodução/Flickr

O corte na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vai impactar significativamente as receitas de Estados e municípios, conforme detalha uma nota técnica publicada nesta terça-feira, 8, pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal.

A medida vai diminuir as receitas dos Estados em R$ 4,6 bilhões. Os municípios, por sua vez, enfrentarão um corte de R$ 4,3 bilhões neste ano, como descreve a nota “Impacto Fiscal da Redução do IPI”. A fatia combinada dos entes subnacionais, portanto, é de cerca de 60% do total, já que o cálculo referente à União é de R$ 6,5 bilhões.

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O balanço calcula o impacto no período entre março e dezembro, mas as perdas anuais estariam na casa de R$ 5,5 bilhões para Estados e de R$ 5,1 bilhões para municípios.

Mesmo sendo um imposto federal, o IPI impacta os entes subnacionais porque parte de suas receitas é distribuída por meio dos fundos de participação.

O governo federal cortou em até 25% as alíquotas do IPI, num movimento que visa estimular a indústria nacional. Em declaração no fim de fevereiro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a medida é “o marco do início da reindustrialização brasileira, após quatro décadas de desindustrialização”.

O Ministério da Economia argumenta que a medida pode ajudar a reduzir os preços dos produtos industrializados, e terá um impacto de R$ 19,6 bilhões na arrecadação de tributos federais em 2022.

No entanto, a Instituição Fiscal Independente do Senado calcula um impacto menor, com perda de arrecadação de R$ 15,9 bilhões em 2022. A nota da IFI ainda expressa que a renúncia pode chegar a R$ 16,2 bilhões, quando se considera a receita prevista na LOA (Lei Orçamentária Anual).

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7 comentários
  1. Gilcimar Botteon
    Gilcimar Botteon

    Essa matéria é no mínimo vergonhosa. Não é verdade que redução de impostos prejudicam arrecadações, pode até parecer de imediato. Mas não se sustenta essa previsão. O dinheiro não desaparece, fica no mercado alimentando o consumo e compondo outros impostos ainda incidentes. Até porque, com inflação, essa redução será imediatamente absorvida pelos aumentos de preços e, consequentemente, o aumento dos outros impostos embutidos nos preços.

  2. Wilson Martins de Assis
    Wilson Martins de Assis

    Análise retrógrada. Não calcular o reflexo no consumo…

  3. Altair Jose Stedile
    Altair Jose Stedile

    Faltou analisar no cálculo o provável aumento no consumo devido à redução do imposto. Muito simplista fazer o cálculo só considerando o percentual reduzido, sem fazer estudos sobre o impacto no aumento do consumo e produção. Para os “governantes” de plantão, só uma conta bate: quanto mais imposto mais arrecadação, o consumidor que se f….

  4. José Carlos Falcão De Andrade
    José Carlos Falcão De Andrade

    O enfoque da noticia está errado! O certo é o seguinte: os 25% a menos de recursos que os desgovernos iriam fazer evaporar ficam no bolso do cidadão, que sabe muito melhor onde gastá-los. O setor público que se adapte, corte custos e melhore sua eficiëncia! Chega de poço sem fundo! Falando em produtividade, vamos imaginar um cenário: antes da informática uma empresa tinha, digamos, 20 funcionários na Contabilidade. Hoje, com computadores, o mesmo setor tem, por exemplo, 2 funcionários, um ganho de 10×. No setor público, ao contrário, se havia 20 intocáveis no mesmo setor, com a implantação de computadores o número passou a 30: os 20 continuam lá e foram necessários mais 10 para operar os “sistemas”… Não pode dar certo.

  5. Fabio Caporazzi
    Fabio Caporazzi

    Chega até ser cômico, esses políticos reclamando de perda de arrecadação, dou uma dica à eles, demitam seus parentes e apadrinhados politicos e combatam a corrupção que com os impostos que cobram do povo , dá e sobra para cobrir as despesas e fazer os investimentos necessários.
    Chega de imposto! Obrigado Bolsonaro por esse presente, pode cortar mais que eu agradeço de coração.

  6. WANDERSON DE SOUSA LIMA
    WANDERSON DE SOUSA LIMA

    Uma reportagem mequetrefe.
    E os ganhos do consumidor?

  7. Mario DP
    Mario DP

    Não é engraçado ver como o Político está brigando contra o corte de imposto? Realmente faz pensar que o dinheiro já era dele mesmo…

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