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Economia

Estado de São Paulo tem 30 mil vagas de emprego somente em supermercados

A falta de mão de obra qualificada é um dos motivos que impede o setor de fazer novas contratações

Supermercados Economia Empregos
A Associação Paulista de Supermercados (Apas) afirmou que o setor supermercadista é uma porta de entrada para muito jovens no mercado de trabalho | Foto: Reprodução/Freepik

Segundo o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, existem cerca de 30 mil vagas de emprego abertas, somente em supermercados, em todo o território paulista. O gestor deu a declaração no dia 10 de fevereiro de 2025, durante o programa Oeste Negócios com Adalberto Piotto.

“Inclusive, uma grande parte das vagas em açougue e padaria, que são as áreas que pagam melhor no supermercado”, afirmou Tarcísio.

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A Associação Paulista de Supermercados (Apas) corroborou a declaração do governador. Em entrevista a Oeste, o presidente da Apas, Erlon Ortega, disse que o setor busca expandir as contratações por todo o Estado.

“O setor supermercadista desempenha um papel crucial na promoção da transformação social, sendo, muitas vezes, o primeiro emprego para muitos jovens”, afirmou Ortega. “Este é um setor democrático e acolhedor, e acreditamos ser fundamental estreitar os laços com os governos estadual, federal e municipal, a fim de minimizar essa questão.”

O expressivo número de empregos não preenchidos reflete a falta de mão de obra para o ramo. Ortega diz que não se trata de uma dificuldade enfrentada exclusivamente pelo setor supermercadista, mas sim “um desafio de âmbito nacional”.

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Padaria e açougue são áreas que mais demandam mão de obra em supermercados | Foto: Agência Brasil/Joédson Alves

Além da ausência de pessoal qualificado, o presidente da Apas também aponta questões trabalhistas que impedem o preenchimento dessas 30 mil vagas, como a tradicional jornada de trabalho.

“A flexibilização da jornada seria uma boa alternativa, especialmente considerando que a geração atual busca horários alternativos de trabalho e férias”, explicou Erlon Ortega.

O executivo disse que muitas pessoas estão amparadas por programas sociais devido à falta de um trabalho formal. Segundo Ortega, uma solução viável seria estabelecer um “intercâmbio de informações com o governo para mapear oportunidades e pessoas disponíveis para as funções”.

Competências exigidas para emprego em supermercados

O presidente da Apas, Erlon Ortega, afirmou que é preciso disposição e vontade de aprender para conseguir uma vaga de emprego em um supermercado. O setor oferece uma variedade de funções — desde trabalhar como açougueiro até como operador de caixa.

“O setor supermercadista é, sem dúvida, uma grande escola para a vida”, afirmou Ortega. “Desde abastecer mercadorias, atuar como padeiro, açougueiro, auditor de loja, operador de caixa, até lidar com o público todos os dias, são diversas funções que proporcionam aprendizado contínuo.”

Entre as principais demandas, a que mais se destaca são as posições de especialistas, uma área que exige o desenvolvimento de pessoas para ocupá-las.

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“Nossos associados das regionais têm se dedicado a um trabalho intenso, em parceria com a Apas, capacitando profissionais que buscam se especializar por meio da Escola Apas, reforçando assim nosso compromisso com a geração de empregos e o desenvolvimento social e econômico”, afirmou o executivo.

A Apas espera um resultado conservador de crescimento de 4% do setor em 2025, o mesmo número obtido em 2024.

2 comentários
  1. Christian
    Christian

    Programas sociaise a CLT inviabilizam qualquer emprego no Brasil.
    Tomara que os esquerdistas se deem conta que s supermercados já estão substituindo os caixas por caixas automáticos…
    Não incluir os que recebem bolsa família no percentual de desempregados é a maior FARÇA deste desgoverno.

  2. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    O grande Mal são os programas públicos de assistencialismo, que deixa o povão acomodado e preguiçoso – mas, de acordo com os esquerdopatas, “ain, é escravidão trabalhar! Ganha mal e trabalha muito”.

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