Promotores do Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec) investigam suposto esquema de manipulação de processos fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A apuração envolve restituição irregular de créditos tributários.
A investigação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo. O caso ganhou força com a Operação Fisco Paralelo, deflagrada nesta quinta-feira, 26.
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Os investigadores suspeitam da participação de executivos de empresas como Posto Ipiranga, Casas Bahia, Carrefour, Grupo Caoa, Prensas Schuler, Center Castilho e Grupo Sinal.
O esquema recebeu o nome de “fura fila”. A prática consistiria em acelerar pedidos de ressarcimento de créditos tributários. A apuração teve início com a perícia no celular do fiscal Artur Gomes da Silva. Ele foi preso e apontado como mentor do esquema.
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Segundo os investigadores, o grupo arrecadou cerca de R$ 1 bilhão em propinas. O valor teria origem em favorecimento a empresas. A operação também prendeu o inspetor fiscal Fernando Alves dos Santos. Ele é investigado por obstrução de Justiça.
As apurações revelam que Fernando teve atuação relevante em fraudes que envolvem o ICMS. Ele teria coordenado procedimentos para viabilizar ressarcimentos à Ipiranga Produtos de Petróleos S.A.
A empresa é responsável pela rede de postos Ipiranga. O caso envolve pedidos de restituição tributária.
Mensagens indicam contato entre fiscal e executiva
A operação cumpriu mandado de busca e apreensão contra a head de tributos do Carrefour, Luciene Petroni Castro Alves.Ela é suspeita de participação no esquema. Segundo a investigação, houve troca frequente de mensagens com o fiscal Artur.
“Conforme se constata pelas mensagens de WhatsApp trocadas entre Artur e Luciene”, afirma a apuração, “o agente fiscal de rendas auxiliava a executiva do Carrefour nos pedidos de ressarcimento de ICMS-ST”.

Os investigadores revelam que Artur cobrava demandas relacionadas ao Carrefour. O material indica possível concessão de créditos em desacordo com a legislação. A apuração também identificou participação de empresários. O grupo teria pago propinas para acelerar e ampliar o reconhecimento de créditos tributários.
Entre as empresas citadas aparecem Ultrafarma e Fast Shop. Os pagamentos buscariam viabilizar decisões favoráveis dentro da estrutura pública.
Segundo o Gedec, o esquema operava de forma organizada. A investigação aponta atuação dentro da máquina pública para viabilizar as fraudes.
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