publicidade
Economia

Endividamento das famílias atinge recorde e alcança 80,4%

Alta do crédito e pressão externa mantêm comprometimento da renda elevado no país

décimo terceiro salário - 200 bilhões na economia - cnc
Devido a renda comprometida, famílias recorrem ao crédito | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O endividamento das famílias brasileiras alcançou nível recorde em março de 2026. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que 80,4% dos lares possuem dívidas. Em fevereiro, o índice estava em 80,2%.

+ Mais notícias de Economia em Oeste

Receba nossas atualizações

O resultado ocorre no início do ciclo de redução da taxa básica de juros pelo Banco Central. A autoridade monetária iniciou o movimento em março. Apesar disso, os efeitos da política monetária ainda não chegaram ao consumo. O impacto sobre o orçamento das famílias segue limitado.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou que a queda dos juros começou de forma gradual. Segundo ele, o nível de endividamento ainda deve subir nos próximos meses.

Banco Central: sob pressão das instituições financeiras | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Banco Central iniciou em março redução da taxa básica de juros, mas resultado não será imediato | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pressão externa e renda comprometida

A pesquisa da CNC indica influência do cenário externo nos preços internos. A guerra no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e pressionou combustíveis. O aumento dos custos de logística afeta o preço dos produtos. Esse movimento reduz a capacidade de compra das famílias.

Com a renda comprometida, consumidores recorrem ao crédito. A CNC avalia que o endividamento seguirá elevado até que a redução dos juros alcance o consumidor.

Apesar da alta no número de endividados, os indicadores de atraso mostram estabilidade. O porcentual de famílias com contas em atraso ficou em 29,6% em março. O índice não variou em relação ao mês anterior. Entre os inadimplentes, 12,3% afirmam não ter condições de quitar dívidas.

Além disso, 16% das famílias se classificam como muito endividadas. O comprometimento médio da renda com dívidas também ficou em 29,6%.

O endividamento atinge diferentes faixas de renda. Entre famílias com renda superior a dez salários mínimos, o índice alcança 69,9%. No grupo com renda de até três salários mínimos, o porcentual chega a 38,2%. 

A CNC projeta que a inflação pode pressionar o orçamento nos próximos meses. O impacto tende a ser maior entre famílias de menor renda.

Confira

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade