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Economia

Endividamento atinge 8,7 milhões de empresas no Brasil

Inadimplência das companhias brasileiras bateu recorde em outubro; valor total devido é de R$ 204,8 bilhões

Endividamento Brasil
Segundo o Serasa Experian, este cenário cria um cenário de menor liquidez, que afeta principalmente as micro, pequenas e médias empresas | Foto: Gerd Altmann/geralt

O endividamento das empresas brasileiras atingiu um patamar inédito em outubro de 2025. Segundo dados do Indicador de Inadimplência das Empresas, da Serasa Experian, 8,7 milhões de companhias no Brasil encerraram o mês com ao menos uma conta em atraso. é o maior número já registrado desde o início da série histórica, em 2016.

De acordo com o indicador, o volume total das dívidas de empresas brasileiras soma R$ 204,8 bilhões. Os valores englobam compromissos vencidos até o último dia do mês de outubro.

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O avanço da inadimplência ocorre em um contexto de juros altos, crédito mais restrito e desaceleração da atividade econômica — fatores que pressionam o caixa das companhias e dificultam a capacidade de renegociação das dívidas. Segundo o Serasa Experian, esse cenário cria um cenário de menor liquidez, que afeta principalmente as micro, pequenas e médias empresas.

Números do endividamento no Brasil

De acordo com os dados do Indicador de Inadimplência das Empresas, em outubro, a dívida média por empresa inadimplente foi de R$ 23,6 mil. Cada companhia acumulou, em média, 7,1 contas em atraso, com valor médio de R$ 3,3 mil por compromisso vencido.

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Do total de empresas no vermelho, 8,2 milhões são micro, pequenas ou médias, responsáveis por R$ 184,6 bilhões do montante total devido.

O setor de serviços lidera tanto em número de empresas inadimplentes quanto no volume de dívidas, concentrando quase 55% dos CNPJs negativados e 32,2% do valor total devido. Em seguida aparecem comércio e indústria.

No recorte regional, o Sudeste concentra o maior número de empresas inadimplentes, com mais de 4,6 milhões de registros, seguido por Sul e Nordeste.

O agravamento do quadro também se reflete no aumento dos protestos em cartório. Em 2025, o número de registros cresceu 22% em relação ao ano anterior, totalizando 77,9 mil protestos no país. O movimento reforça a busca por alternativas diante do recorde de empresas inadimplentes no Brasil.

Leia também: “Togas fora da lei”, reportagem publicada na Edição 245 da Revista Oeste

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