A farmacêutica brasileira EMS e a francesa Sanofi anunciaram nesta sexta-feira, 6, a assinatura de um acordo definitivo para a compra de 100% da Medley, uma das principais marcas de medicamentos genéricos do país.
As empresas não divulgaram o valor da transação. Fontes de mercado estimam o negócio em cerca de R$ 3,2 bilhões (US$ 600 milhões). A Medley pertence atualmente à Sanofi e havia atraído propostas de outras companhias do setor, segundo o jornal Valor Econômico.
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EMS e seus concorrentes
Entre os interessados estavam a indiana Sun Pharma e as farmacêuticas brasileiras Hypera Pharma, Biolab e Aché. A EMS acabou vencendo a disputa depois de apresentar uma proposta superior à das concorrentes.
“Foi um processo extremamente competitivo, com tantas outras empresas do mercado, mas conseguimos concluir com a Sanofi a assinatura de um acordo definitivo para aquisição de 100% das ações da Medley, uma das marcas mais conhecidas de medicamentos genéricos do Brasil e uma empresa muito bem administrada”, afirmou Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS.
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Sanchez lembrou que este não é o primeiro negócio entre as duas empresas. Em 2023, a EMS adquiriu da Sanofi a marca de sabonetes íntimos Dermacid, por R$ 366 milhões. Segundo analistas, essa parceria anterior também contribuiu para que a farmacêutica brasileira fosse escolhida na negociação atual.
Os medicamentos genéricos possuem os mesmos princípios ativos, dosagem e forma farmacêutica dos remédios de referência. Eles passam a ser produzidos depois do vencimento da patente do medicamento original, o que permite a entrada de novos fabricantes e tende a ampliar a concorrência e reduzir preços.
Ampliação da liderança no setor
A EMS já lidera o mercado brasileiro de genéricos, com participação estimada entre 23% e 24%. Com a aquisição da Medley, que possui cerca de 7% a 8% desse segmento, a empresa deverá alcançar aproximadamente 30% de participação. Mesmo com o avanço, Sanchez afirma que não haverá concentração excessiva no setor.
A Medley opera uma fábrica em Campinas com cerca de 900 funcionários. A sede da EMS fica em Hortolândia, a cerca de 20 quilômetros da unidade industrial. Segundo o executivo, essa proximidade geográfica facilita a integração das operações. De acordo com ele, a intenção é manter a fábrica de Campinas e realizar novos investimentos na unidade, preservando também o quadro de funcionários.
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Uma vergonha o CADE ter ficado omisso e não brecar esta compra. EMS, Cimed, NEOQuímica e outro fabricantes dessas drogas cobram o que querem, são MM manipulam e monopolizam a venda dos medicamentos BO ou Bom para otários. O CADE é formado por um bando de trapalhões e incompetentes no mínimo. ou ainda possuem intere$$es estranhos, vejam o caso da Kolinos comprada pela Colgate, hoje a famigerada Colgate Palmolive praticamente detém todo mercado, com cremes dentários caríssimos, na faixa de R$15, UMA VERGONHA ABSOLUTA! E os desdentados riem.