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Economia

Empresa do grupo 123milhas entra com pedido de recuperação judicial

Maxmilhas quer organizar os débitos 'com máxima transparência'; agência tem dívida de R$ 226 milhões

Empresa pedido judicial maximilhas
Maxmilhas teve prejuízo por ter atividades vinculadas a 123 milhas, que enfrenta processos judiciais | Foto: Divulgação/Site Oficial

A Maxmilhas, empresa do grupo da 123milhas, entrou com pedido de recuperação judicial, na quinta-feira 21. O requerimento foi feito ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

O pedido argumenta que a empresa passou a enfrentar uma crise financeira decorrente da reestruturação da 123milhas, que começou no fim de agosto. Isso porque as atividades das agências de viagem “são absolutamente entrelaçadas”.

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“Ainda que a Maxmilhas tenha uma operação independente, o mercado de agências de turismo online tem sido bastante impactado, o que vem dificultando significativamente a capacidade financeira da Maxmilhas”, afirma a empresa, em nota.

A Maxmilhas anunciou dívida de R$ 226 milhões. Somada com os processos de outras empresas da 123milhas, o valor ultrapassa R$ 2,5 bilhões.

Leia mais: Câmara já tem assinaturas para criação da CPI da 123 Milhas

O pedido pretende assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos com parceiros, fornecedores e clientes. Em comunicado divulgado à imprensa, a Maxmilhas afirmou que vai organizar “com máxima transparência” os débitos em um só juízo.

Pedido recuperação Maxmilhas
Maxmilhas afirma que quitará todos os seus débitos com a Justiça | Foto: Reprodução/TJMG/Poder360

Para isso, a empresa pede que a cobrança tenha antecipação de seus efeitos e suspensão das ações contra a Maxmilhas, por um período de 180 dias, para evitar a execução de dívidas por parte de credores.

A Maxmilhas afirma que não suspenderá suas atividades nem seus produtos.

Justiça suspende provisoriamente pedido de recuperação judicial da 123milhas

O TJMG suspendeu provisoriamente o pedido de recuperação judicial da empresa de viagens 123milhas, na terça-feira 19. A decisão responde a um pedido de suspensão feito pelo Banco do Brasil, um dos credores da companhia.

A instituição financeira alegou que os documentos apresentados pela 123milhas no pedido não observaram as “prescrições legais aplicáveis, que asseguram aos credores, stakeholders, Ministério Público e demais interessados na RJ o conhecimento necessário e suficiente das informações gerenciais, econômicas e financeiras da empresa”.

Leia também: CPI das Pirâmides Financeiras vai ouvir os sócios da 123 Milhas

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1 comentário
  1. Ricardo Pires Castanho Valente
    Ricardo Pires Castanho Valente

    Conheço bem essa MaxMilhas, vejam o site “Reclame Aqui”, há muito tempo vem aplicando golpes e ninguém faz nada, o Ministério Público não está nem ai!!!!. Movi uma ação contra a MaxMilhas por uma das suas picaretagens, venda de bilhetes aéreos incompatíveis com as regras aeroportuárias. Agora vem com a famigerada RJ para dar mais uma enrolada judicial que nunca se resolve. Este é o ” modos operandis” dos picaretas de muitas empresas brasileiras, como as Lojas Americanas. Quem já recebeu o que tinha direito? Quem vai indenizar os investidores financeiros que se quer tinham ações das Lojas Americanas.

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