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Economia

Bets: quase metade dos inadimplentes do Brasil apostam para pagar dívidas

Serasa revela que 13% dos endividados deixaram de pagar liquidar essenciais para jogar

Imagem mostra um homem interagindo, via tablet, com uma plataforma de apostas on-line, as chamadas bets
Perdas com bets equivalem a 0,2% do PIB brasileiro, 0,3% do consumo das famílias e 1,9% da massa salarial do país | Foto: Reprodução/Freepik

Um levantamento do Serasa, em parceria com o instituto Opinion Box, revelou que 46% dos inadimplentes do Brasil já realizaram apostas em jogos de azar nas famosas bets pelo menos uma vez na vida. O estudo envolveu 4.463 brasileiros com mais de 18 anos de todas as regiões do país.

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A pesquisa Bets e inadimplentes: A relação dos inadimplentes com apostas no Brasil também constatou que, desse grupo, 44% apostaram com o objetivo de quitar suas dívidas. A coleta de dados ocorreu de 12 a 18 de outubro, com uma margem de erro de 1,4 ponto porcentual e um intervalo de confiança de 95%.

Alternativas às bets para fugir da inadimplência

Thiago Ramos, especialista em educação financeira da Serasa, comentou: “Quase metade dos inadimplentes aposta na esperança de poder quitar as suas dívidas, e é justamente o caminho contrário do ideal”. Ele recomenda que os consumidores reorganizem suas finanças e busquem acordos de renegociação que não comprometam o orçamento mensal.

Para Thiago Ramos, a reorganização financeira e a busca por acordos são estratégias mais eficazes para lidar com a inadimplência
Para Thiago Ramos, a reorganização financeira e a busca por acordos são estratégias mais eficazes para lidar com a inadimplência | Foto: Reprodução/X

O levantamento revela ainda que 13% dos inadimplentes deixaram de pagar contas essenciais para apostar. Tal comportamento pode comprometer ainda mais a estabilidade financeira.

Pesquisa mostra que 54% dos endividados evitam apostas

Por outro lado, a pesquisa também mostra que 54% dos inadimplentes nunca apostaram. Muitos deles, por receio de se viciar ou de enfrentar consequências financeiras adversas, especialmente quando estão em situação de maior vulnerabilidade econômica.

Ainda conforme Thiago Ramos, a reorganização financeira e a busca por acordos são estratégias mais eficazes para lidar com a inadimplência.

Leia também: Bets: ministro Fux, do STF, manda proibir apostas com recursos do Bolsa Família”

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