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Economia

Em crise, Banco do Brasil vai cortar distribuição de dividendos

Estatal vê 2025 como ano de ajustes e sem retorno a investidores

Banco do Brasil e a má notícia aos investidores: sem previsão de pagamento de dividendos extraordinários | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Banco do Brasil e a má notícia aos investidores: sem previsão de pagamento de dividendos extraordinários | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Banco do Brasil anunciou, nesta sexta-feira, 15, uma redução na taxa de distribuição de dividendos. Ela vai cair de 40% a 45% para 30% do lucro. É a primeira queda nesse indicador em cinco anos.

Geovanne Tobias, vice-presidente de gestão financeira e de relações com investidores da instituição financeira, confirmou a medida. Ele referiu-se a 2025 como principalmente um ano de ajustes para a estatal, sem previsão de pagamento de dividendos extraordinários.

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No segundo trimestre, o banco registrou lucro ajustado de R$ 3,8 bilhões. É o menor em quase cinco anos. Ele representa queda de 60% em relação ao mesmo período de 2024.

Leia também: “O Banco do Brasil está nas cordas”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 283 da Revista Oeste 

As provisões para perdas com crédito mais que dobraram e, assim, chegaram a R$ 15,9 bilhões (+104%). O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recuou para 8,4%, tornando-se desse modo o menor patamar desde 2016.

Banco do Brasil: queda geral

Banco precisa pagar os clientes em até 12 meses | Foto: Divulgação
No segundo trimestre, o banco registrou lucro ajustado de R$ 3,8 bilhões. É o menor em quase cinco anos | Foto: Divulgação/BB

Depois da queda na manhã desta sexta-feira, as ações do Banco do Brasil passaram a subir. Os papéis encerraram o dia sendo negociados a R$ 20,65, alta de 4% em relação ao fechamento anterior. Em relatório, a XP Investimentos destacou, sobretudo, que, nos últimos dez dias, os investidores ajustaram expectativas para cerca de R$ 4 bilhões de lucro e ROE a 10%.

Segundo Tobias, o banco vinha mantendo o payout entre 40% e 45%, sustentado por um cenário de alta lucratividade. Com a elevação do risco, a queda nos lucros e a necessidade de preservar capital, a instituição decidiu reduzir a taxa de distribuição de dividendos, projetando uma retração de 34% no lucro anual.

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2 comentários
  1. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    Onde o PT crava suas garras, a ineficiência, corrupção, a falta de conhecimento sobre o ramo que atua, sempre provoca DESASTRES. Gerir grandes empresas não se aprende com ativismo, fantasias e achismos ideológicos. “O lucro do Banco do Brasil no primeiro semestre de 2025 chegou a R$ 11,2 BILHÕES, queda de 40,6% em relação ao mesmo período de 2024.” No mesmo período, o Itaú Unibanco chegou a R$ 22,6 BILHÕES, aumento de 14% em relação ao primeiro semestre de 2024. Lucro da Caixa Econômica Federal no primeiro semestre de 2025? Ninguém sabe, ninguém viu. Resta na IMPRENSA ESTATIZADA o lucro de R$ 4,9 BILHÕES, no PRIMEIRO TRIMESTRE, mas os dados do SEMESTRE de 2025 está hibernando…

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