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Economia

Economia recua 0,6% em agosto, diz relatório da FGV

De acordo com os dados, o PIB recuou 0,6% em agosto, em comparação com o mês de julho

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Economia brasileira teve queda de 0,6% em agosto, de acordo com relatório da FGV | Foto: Divulgação/Pixbay |

A economia brasileira recuou 0,6% em agosto com relação a julho, de acordo com o relatório “Monitor do PIB” do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre).

Na comparação do ano, a economia cresceu 2,5% em agosto e 2,8% no trimestre móvel que terminou em agosto, segundo o instituto. Já no agregado de doze meses até agosto, o crescimento registrado foi de 3% pelo indicador.

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“Na retração de 0,6% da economia brasileira em agosto, comparado a julho, destacam-se negativamente dois componentes”, diz Juliana Trece, coordenadora da pesquisa. “Pela ótica da oferta, a forte queda na agropecuária é explicada pela redução da colheita de safras, como a soja.”

“Já pela ótica da demanda”, continua Juliana, “a retração na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) tem se aprofundado principalmente devido ao desempenho negativo do segmento de máquinas e equipamentos”.

A coordenadora também observa que “o comportamento negativo da agropecuária era de certa forma esperado, devido ao calendário de colheitas e ao forte desempenho positivo observado no setor no primeiro semestre”. Em contrapartida, “o contexto de retração da FBCF é bastante diferente tendo influência da alta taxa de juros do país”.

Na economia brasileira, a exportação de bens aumentou e a importação diminuiu | Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O consumo das famílias cresceu 3,1% no trimestre móvel terminado em agosto, informa o documento do FGV Ibre. “Desde o trimestre móvel findo em maio, há uma estabilidade no crescimento do consumo das famílias embora seja observada pequena modificação de composição”, descreve o relatório. “O consumo de serviços tem reduzido a sua contribuição enquanto o consumo de produtos duráveis tem elevado a sua participação para o total do consumo nos últimos trimestres.”

A FGV prioriza a análise desagregada dos componentes da demanda com base na série trimestral interanual. A instituição considera que esta apresenta menor volatilidade do que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente, permitindo melhor compreensão da trajetória de seus componentes.

A formação bruta de capital fixo (FBCF) retraiu 5% no trimestre móvel findo em agosto calculado pela FGV.

“Pela primeira vez desde o trimestre findo em abril de 2022, o segmento da construção retraiu, mas a sua pequena contribuição de -0,2 p.p. para a FBCF não justifica a forte retração observada neste componente desde o início do ano.”

Exportação aumentou e importação diminuiu no trimestre

Já a exportação de bens e serviços cresceu 10,6% no trimestre. “O forte desempenho das exportações tem sido explicado pelo crescimento das exportações de produtos agropecuários e da extrativa mineral”, aponta o relatório. “Apenas no trimestre, essas duas commodities foram responsáveis por cerca de 90% do desempenho positivo das exportações.”

Leia também: “Com nova taxação, preço das compras online sobe até 92%”

Já importação de bens retraiu 4,6% no trimestre móvel findo em agosto. “A importação de bens intermediários é a principal responsável por esta queda, embora as importações de serviços também tenham se reduzido no período”, informa o FGV Ibre.

Desde junho, segundo o monitor, a contribuição negativa das importações de bens intermediários tem aumentado e influenciado no fraco desempenho do total importado.

O FGV Ibre calcula que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro acumula, até agosto, R$ 7.039.803 milhões, ou R$ 7,04 trilhões. A taxa de investimento em agosto foi de 17,5%, pouco acima da média histórica desde 2015, mas abaixo da média histórica desde 2000, conclui.

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2 comentários
  1. Christian
    Christian

    Agora, a responsabilidade destas quedas é unicamente do desgoverno.
    Não tem como negar.

  2. Idílio Mariani Júnior
    Idílio Mariani Júnior

    O fim dos efeitos positivos da era Bolsonaro. Entramos agora na decadência de ideias do passado na era PT, que não deram certo em parte nenhuma do mundo. Estado máximo rima com custos maiores, ineficiência, déficits, inflação cedo ou tarde, bolhas produzidas para enganar que quando estouram, levam a um custo alto ao povo e quem mais sofre é o povo mais humilde, principalmente o que é mantido na miséria e fica na espera da compra de seu voto com as benesses do estado. Um ciclo vicioso do mal. Sul, centro oeste e sudeste carregam esse país nas costas, mandam para Brasília em forma de impostos e recebem de volta muito menos que enviaram. Esses recursos são destinados a compra de votos no Nordeste, mantido na miséria pela má fé de Brasília, gerando uma dependência doentia do estado. E é essa massa que elege o que tem de pior em nossa política.

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