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Economia

Dólar se mantém acima dos R$ 6 depois de fala de Trump e ações do governo Lula

Investidores reagem com cautela aos anúncios de Fernando Haddad e às ameaças econômicas do presidente eleito dos EUA

Dólar dispara apesar de leilão do BC nesta terça-feira, 17 | Foto: Reprodução/Pxhere
Dólar dispara apesar de leilão do BC nesta terça-feira, 17 | Foto: Reprodução/Pxhere

O dólar iniciou a semana com valorização perante o real, mantendo-se acima dos R$ 6, patamar em que fechou a última sexta-feira, 29. Essa alta reflete a reação negativa dos investidores aos recentes anúncios do governo brasileiro, principalmente o anúncio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na semana passada.

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Além disso, as falas do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a economia, também impactam o mercado.

Ele exigiu que os países do Brics não adotem nem promovam uma nova moeda para substituir o dólar, sob pena de enfrentarem tarifas de 100% sobre suas exportações para os EUA. Um dos maiores apoiadores do ato é o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Movimentações do mercado, ações do Banco Central e o dólar

Os dados sobre o déficit das estatais são do Banco Central
Os dados sobre o déficit das estatais são do Banco Central | Foto: Reprodução/Internet

Na manhã desta segunda-feira, 2, às 9h15, o dólar à vista subia 0,31%, cotado a R$ 6,019 para venda. Na B3, o contrato mais negociado, para entrega em janeiro, registrou alta de 0,80%, alcançando 6.032 pontos.

O dólar encerrou a sessão da última sexta-feira a R$ 6,0012 — um recorde histórico de fechamento, que superou pela primeira vez os R$ 6.

Leia também: “O PCC já chegou à Faria Lima”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 243 da Revista Oeste

O Banco Central realizará um leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional, com o objetivo de rolar o vencimento de 2 de janeiro de 2025. Internacionalmente, os investidores aguardam dados sobre o mercado de trabalho nos EUA, além de índices de gerentes de compras (PMIs) nas principais economias.

Expectativas sobre política monetária e economia

Gabriel Galipolo, o indicado de Lula para comandar o Banco Central | Foto: Lula Marquês/Agência Brasil

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, deve fazer uma declaração pública hoje, depois de ter afirmado recentemente que não há pressa em reduzir as taxas de juros. O órgão é similar ao Banco Central dos Estados Unidos.

No Brasil, Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central indicado por Lula, participa de um evento organizado pela XP. O Boletim Focus divulgado nesta manhã aponta expectativas de alta na taxa Selic no próximo ano.

Leia mais: “A Faria Lima está satisfeita com a eleição de Trump”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 242 da Revista Oeste

Analistas também projetam aumento nas previsões de inflação, com alta ao IPCA em 2024, 2025 e 2026. Espera-se, ainda, um aumento de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre será divulgado na terça-feira, o que atrai a atenção dos investidores. Além disso, a tramitação do pacote fiscal, anunciado recentemente pelo governo, continua no Congresso Nacional e é observada com atenção.

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2 comentários
  1. Antônio de Padua de Oliveira
    Antônio de Padua de Oliveira

    QUANDO GALÍPOLO ASSUMIR, LULA COM UMA CANETADA RESOLVERÁ O PROBLEMA DOS JUROS ALTOS. E DECRETARÁ A VALORIZAÇÃO DO REAL, FRENTE AO DÓLAR !!! AÍ O BCHO VAI PEGAR !!! SALVE-SE QUEM PUDER !!!

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