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Economia

Dólar dispara mais de 2% e atinge R$ 6,11, um dia depois de Haddad anunciar pacote de gastos

A moeda aumentou diante da incerteza da política fiscal proposta pelo governo Lula (PT)

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O dólar, a moeda dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Gerd Altmann/Pixabay

O dólar iniciou nesta sexta-feira, 29, em forte alta, ao custo de R$ 6,11, pressionado pelo cenário fiscal brasileiro. Esse fator continua sendo importante para os investidores. O movimento reflete as incertezas em relação à economia brasileira e às ações recentes do governo federal.

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O impacto negativo sobre os ativos brasileiros aumentou com as medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quinta-feira, 28. Na ocasião, Haddad revelou um pacote de cortes de gastos públicos.

O pacote inclui uma redução de R$ 70 bilhões em 2025 e 2026, com a previsão de R$ 327 bilhões até 2030. O conjunto de medidas abrange áreas como alterações no salário mínimo, programas sociais, aposentadoria de militares e emendas parlamentares. Embora o pacote de cortes fosse aguardado pelo mercado, o valor de R$ 70 bilhões parecia inicialmente promissor.

Leia também: “Aliados veem pronunciamento de Haddad como apoio de Lula à chapa de 2026”

Incerteza sobre política fiscal no Brasil causou aumento do dólar

No entanto, o anúncio da isenção do Imposto de Renda para pessoas com rendimentos de até R$ 5 mil causou desconforto e incerteza. A medida poderá gerar um impacto fiscal de R$ 35 bilhões.

Isso levantou dúvidas sobre a real eficácia do corte nos gastos públicos. Haddad afirmou que o governo pretende compensar esse custo com a criação de uma alíquota progressiva para os mais ricos. A alíquota poderá chegar a 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil mensais.

Além das preocupações fiscais, o mercado também reagiu aos dados de emprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego caiu para 6,2% no trimestre encerrado em outubro. Esse é o menor nível já registrado, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

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No cenário financeiro, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil, apresentou queda e refletiu o clima de cautela no mercado. Às 10h15, o dólar subiu 2%, cotado a R$ 6,10, com a máxima do dia que atingiu R$ 6,11.

Na véspera, a moeda registrou uma alta de 1,30%, e fechou a R$ 5,98, com máxima de R$ 6. Com isso, o dólar acumula uma valorização de 3,02% na semana, 3,59% no mês e impressionantes 23,42% no ano.

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13 comentários
  1. Denis R.
    Denis R.

    e como diriam os petistas…. a gente não come dólares né? Confia, vai dar certo. kkkk

  2. ELIAS
    ELIAS

    O governo Lula imaginou que o mercado iria engolir a lorota do discurso de “corte de gastos” de Haddad como se fosse o presidente falando para suas plateias amestradas com apoio comprado a pão-com-mortadela.

  3. Brian
    Brian

    Um analfabeto, ladrão, corrupto, amante de ditadores e mentiroso na presidência com 42 ministros completamente incompetentes não tem como dar certo. É impossível. VAI PIORAR!

  4. Luiz Carlos Gomes Junior
    Luiz Carlos Gomes Junior

    Desemprego a 6 ou 7%, corresponde aos que procuram emprego. Caso os beneficiários do bolsa família viessem a procurar, a quanto não iria esse índice? Eu chutaria uns 16 a 18%. 😔

  5. David S
    David S

    Os asnos de plantão, estão colocando a culpa no Banco Central.
    O que se esperar deste antro…..

  6. Fernando Bergamaschi
    Fernando Bergamaschi

    Desgoverno…não tem nada de bom, sempre que vejo uma notícia, é só desgraça…

    1. Fabio
      Fabio

      “Quando você pensa que tudo está perdido, lembre-se que pode piorar!!!”

      1. Anísio Silva Horta
        Anísio Silva Horta

        LEMBRA DAQUELA FRASE NOS ANOS 80, EM QUE SE DIZIA QUE O BRASIL ERA O UNICO PAIS DO MUNDO ONDE PIORAR ERA SEMPRE POSSIVEL ?? ESSE TEMPO VOLTOU.

  7. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Alguma coisa não está certa. A alíquota do IRPF jé é progressiva, atingindo 27,5% nas faixas mais altas de renda.

  8. Ricardo G. Filho
    Ricardo G. Filho

    Façam o L, jumentada! O mais importante é provar o “górpi”, certo?

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