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Economia

Dólar encosta nos R$ 6 depois da eleição de Trump

Às 6h50 desta quarta-feira, 6, a divisa norte-americana chegou a R$ 5,9946 e disparou contra moedas globais

Dólar atingiu recorde histórico nos últimos dias | Foto: Reprodução/Pixabay
Dólar atingiu recorde histórico nos últimos dias | Foto: Reprodução/Pixabay

O dólar teve forte valorização perante moedas globais e bateu recorde na manhã desta quarta-feira, 6, com o avanço de Donald Trump na corrida presidencial dos Estados Unidos. Às 6h50, a divisa atingiu a cotação de R$ 5,9946.

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A liderança do republicano aumentou os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, diante da expectativa de que o novo presidente mantenha as taxas de juros do país em patamares elevados.

Com o aumento nos rendimentos dos títulos, os investidores enxergam retornos maiores e movimentam capital para os EUA. A moeda norte-americana disparou ante as principais moedas asiáticas.

O fortalecimento do dólar foi impulsionado pela venda generalizada no mercado de títulos. Ao mesmo tempo, operadores ajustaram as probabilidades para o novo cenário republicano.

Leia também: “Dólar chega a R$ 5,82 e atinge maior valor no governo Lula”

Trump, por exemplo, prometeu cortar impostos e impor tarifas sobre importações, o que aumentaria as pressões inflacionárias e poderia diminuir o ritmo de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

O Bloomberg Dollar Spot Index subiu 1,2%, depois de um ganho máximo de 1,6% mais cedo. Os rendimentos dos títulos do Tesouro de dez anos subiram 11 pontos porcentuais, para 4,37%.

Valorização do dólar pressionou outras moedas

A valorização do dólar pressionou moedas globais e enfraqueceu o euro, o iene, o dólar australiano e o franco suíço em pelo menos 1%, enquanto o peso mexicano caiu cerca de 3%.

Leia também: “Dólar chega a R$ 5,87 e atinge segundo maior valor da história”

A intensa disputa eleitoral aumentou a volatilidade dos mercados, com entrada de fundos hedge e outros operadores em posições conhecidas como “Trump trades” — ou seja, apostando contra títulos dos EUA ou o peso mexicano — ao longo de outubro.

Apesar disso, esses movimentos foram parcialmente reduzidos na última semana, depois de Harris ter tido bom desempenho nas pesquisas.

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