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Economia

Dívida pública cresce 18% em 2025 e chega a R$ 8,6 trilhões

Alta foi puxada por emissão líquida de títulos e incorporação de juros; Tesouro alega que resultado ficou dentro do planejamento anual

O montante da dívida permaneceu dentro da faixa estipulada pelo Plano Anual de Financiamento | Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
O avanço observado no último mês de 2025 foi puxado, principalmente, pela emissão líquida de títulos públicos e pela incorporação de juros ao estoque da dívida | Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

A dívida pública federal encerrou 2025 em trajetória de alta e alcançou R$ 8,6 trilhões em dezembro, segundo números divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira, 28. O resultado representa crescimento de 1,8%, em relação a novembro, e consolida uma expansão expressiva no acumulado do ano, superior a R$ 1,3 trilhão.

O avanço observado no último mês de 2025 foi puxado, principalmente, pela emissão líquida de títulos públicos e pela incorporação de juros ao estoque da dívida. Somados, esses dois fatores responderam por quase R$ 155 bilhões de acréscimo no período, o que reflete a dinâmica de financiamento do governo e o impacto do custo financeiro sobre o passivo federal.

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Apesar da alta, o Tesouro destacou que o volume total da dívida permaneceu dentro dos limites estabelecidos no Plano Anual de Financiamento (PAF). A estimativa oficial previa que o estoque ficasse entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões ao final do ano, intervalo em que o resultado efetivo se enquadrou.

Predomínio do mercado interno

A composição da dívida segue fortemente concentrada no mercado doméstico. A parcela interna respondeu por pouco mais de 96% do total, enquanto a dívida externa manteve participação inferior a 4%.

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No caso da dívida externa, a elevação foi mais acentuada, superando 3% no mês. Segundo o Tesouro, o principal fator foi a valorização cambial, que impacta diretamente o valor dos compromissos denominados em moeda estrangeira quando convertidos para reais.

Emissões concentradas em títulos pós-fixados

No último mês do ano, o volume de títulos emitidos superou com folga os resgates, resultando em emissão líquida positiva. A estratégia de financiamento priorizou papéis atrelados à taxa básica de juros, que responderam por mais da metade do total emitido no período.

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Os títulos prefixados e os indexados à inflação também tiveram participação relevante, mas em proporções menores. As Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), conhecidas como Tesouro Selic, concentraram a maior parte das emissões, o que reforça a preferência por instrumentos pós-fixados em um cenário de juros elevados.

Prazo médio recua, mas segue dentro do planejamento

O prazo médio da dívida pública apresentou leve redução em dezembro, passando para cerca de quatro anos. A queda foi observada tanto na dívida interna quanto na externa, embora o Tesouro avalie que o perfil de vencimentos continue adequado.

Segundo o órgão, menos de 18% da dívida vence em até 12 meses, porcentual considerado compatível com os parâmetros do PAF. A avaliação oficial é que, apesar do encurtamento pontual, não houve deterioração relevante na estrutura de prazos.

Instituições financeiras lideram detenção

Entre os detentores da dívida interna, as instituições financeiras permanecem como o principal grupo, seguidas pela Previdência e pelos fundos de investimento. Os investidores estrangeiros, por sua vez, aumentaram significativamente suas posições em dezembro, com aporte adicional de cerca de R$ 40 bilhões.

A ampliação da participação de não residentes indica maior presença de capital externo no financiamento da dívida brasileira no fim de 2025, movimento que ocorre em paralelo à estratégia de emissão concentrada em títulos de curto e médio prazo.

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1 comentário
  1. R Fortes
    R Fortes

    Somente a Providência Divina poderá neutralizar esse demônio embriagado.

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