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Economia

Dívida pública do Brasil deve chegar a 80% do PIB em 2024, avalia OCDE

Cenário poderá ser pior, se o regime fiscal for inadequado

OCDE Brasil | A cifra deve alcançar 90% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2047 | Foto: Reprodução/FVG Rio
A cifra deve alcançar 90% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2047 | Foto: Reprodução/FVG Rio

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou, nesta segunda-feira, 18, que a dívida pública brasileira está novamente em trajetória de alta. A cifra deve alcançar 90% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2047.

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A estimativa consta no “Economic Survey Brazil 2023″, relatório bianual sobre a economia brasileira da OCDE. Segundo a instituição, caso haja uma administração fiscal ineficiente, a trajetória da dívida vai piorar ainda mais e tornar “insustentável” no longo prazo.

“Uma política fiscal expansionista, taxas de juros mais altas e crescimento baixo colocaram a dívida novamente em trajetória de alta”, argumentou a organização.

O relatório confirmou que a dívida pública brasileira “continua elevada, na comparação com outras economias emergentes”.

Leia também: “Brasil está entre as 20 maiores economias do mundo; veja o ranking do FMI”

A OCDE projeta que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) estará em aproximadamente 80% em 2024. Em outubro de 2023, a dívida havia ficado em 74,4%.

A DBGG abrange o total dos débitos de responsabilidade do governo federal, dos governos estaduais e dos governos municipais, junto ao setor privado e ao setor público financeiro.

O cenário poderá ser ainda pior, segundo a OCDE

OCDE Brasil
Caso a reforma tributária fracasse, a dívida pode comprometer alcançar 100% do PIB | Foto: Divulgação/Portal Contábeis

A projeção da OCDE para 2047, de que o Brasil alcançará uma DBGG de 90% de sua economia, pressupõe que o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária vão funcionar e “aumentarão o crescimento potencial da economia em aproximadamente 0,5%”.

Caso esse cenário ocorra, o resultado primário da economia aumentaria em 1% do PIB em 2026, “em razão de maior arrecadação decorrente da reforma tributária”.

Contudo, a instituição disse que a trajetória da dívida é “altamente sensível à implantação da agenda de reformas” que aconteceram neste último semestre. “O fracasso na implantação da reforma tributária implicaria crescimento menor” disse o comunicado da OCDE.

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Caso haja o fracasso da implementação da arrecadação, os indicadores mostram que a dívida alcançaria 100% do PIB dez anos mais cedo do que o previsto: em 2037.

No relatório, a organização afirmou que, depois de “forte expansão no começo de 2023”, o PIB está convergindo para “crescimento potencial”, isto é, nível de produto real da economia em produção máxima.

A instituição projeta uma expansão de 3% em 2023 e uma desaceleração para 2024 de 1,8%. Segundo relatório, a diminuição ocorreria em virtude da baixa demanda doméstica no país.

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