O Banco Central (BC) estimou a dívida externa bruta do Brasil em US$ 394,1 bilhões em março de 2026, conforme dados das estatísticas do setor externo divulgadas pela instituição nesta sexta-feira, 24.
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O valor corresponde ao total de obrigações do país com credores no exterior, incluindo compromissos do setor público e privado.
Dívida externa cresce com base em dados do BC
A estimativa integra o conjunto de informações sobre a posição externa brasileira, que reúne indicadores de fluxo e de estoque das relações financeiras com o exterior.
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Diferentemente do balanço de pagamentos, que mensura entradas e saídas de recursos em determinado período, a dívida externa reflete o volume total acumulado de compromissos financeiros.
Indicador mostra exposição ao exterior
O indicador é utilizado para avaliar o grau de exposição da economia brasileira ao financiamento externo e a capacidade de pagamento do país.
A dívida externa bruta inclui empréstimos, títulos e outras obrigações financeiras mantidas por residentes no Brasil com credores estrangeiros.
Dados do setor externo do BC
No mesmo relatório, o BC informou que o déficit em transações correntes somou US$ 6 bilhões em março.
Em 12 meses, o saldo negativo chegou a US$ 64,3 bilhões, o equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB).
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A balança comercial registrou superávit de US$ 5,6 bilhões no mês, com exportações de US$ 31,7 bilhões e importações de US$ 26,1 bilhões.
Serviços, renda e juros
O déficit na conta de serviços atingiu US$ 4,8 bilhões em março. Já o déficit em renda primária somou US$ 7,4 bilhões, com destaque para despesas líquidas com juros de US$ 2,6 bilhões.
As despesas com lucros e dividendos chegaram a US$ 4,8 bilhões no período.
Os investimentos diretos no país totalizaram US$ 6 bilhões em março. No acumulado de 12 meses, os ingressos somaram US$ 75,7 bilhões, equivalentes a 3,18% do PIB.
Já os investimentos em carteira registraram saída líquida de US$ 2,9 bilhões no mês.
Reservas internacionais
As reservas internacionais somaram US$ 362 bilhões em março, com queda de US$ 9,1 bilhões em relação ao mês anterior.
A redução ocorreu principalmente por variação cambial, preços de ativos e vendas no mercado à vista.
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