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Economia

Dívida externa do Brasil chega a US$ 394,1 bilhões em março, diz BC

Estimativa da autoridade monetária reflete o total de obrigações do país com credores internacionais e inclui compromissos do setor público e privado

Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Analistas utilizam a evolução da dívida externa para monitorar riscos macroeconômicos, variações cambiais e condições de financiamento internacional | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O Banco Central (BC) estimou a dívida externa bruta do Brasil em US$ 394,1 bilhões em março de 2026, conforme dados das estatísticas do setor externo divulgadas pela instituição nesta sexta-feira, 24.

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O valor corresponde ao total de obrigações do país com credores no exterior, incluindo compromissos do setor público e privado.

Dívida externa cresce com base em dados do BC

A estimativa integra o conjunto de informações sobre a posição externa brasileira, que reúne indicadores de fluxo e de estoque das relações financeiras com o exterior.

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Diferentemente do balanço de pagamentos, que mensura entradas e saídas de recursos em determinado período, a dívida externa reflete o volume total acumulado de compromissos financeiros.

Indicador mostra exposição ao exterior

O indicador é utilizado para avaliar o grau de exposição da economia brasileira ao financiamento externo e a capacidade de pagamento do país.

A dívida externa bruta inclui empréstimos, títulos e outras obrigações financeiras mantidas por residentes no Brasil com credores estrangeiros.

Dados do setor externo do BC

No mesmo relatório, o BC informou que o déficit em transações correntes somou US$ 6 bilhões em março.

Em 12 meses, o saldo negativo chegou a US$ 64,3 bilhões, o equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB).

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A balança comercial registrou superávit de US$ 5,6 bilhões no mês, com exportações de US$ 31,7 bilhões e importações de US$ 26,1 bilhões.

Serviços, renda e juros

O déficit na conta de serviços atingiu US$ 4,8 bilhões em março. Já o déficit em renda primária somou US$ 7,4 bilhões, com destaque para despesas líquidas com juros de US$ 2,6 bilhões.

As despesas com lucros e dividendos chegaram a US$ 4,8 bilhões no período.

Os investimentos diretos no país totalizaram US$ 6 bilhões em março. No acumulado de 12 meses, os ingressos somaram US$ 75,7 bilhões, equivalentes a 3,18% do PIB.

Já os investimentos em carteira registraram saída líquida de US$ 2,9 bilhões no mês.

Reservas internacionais

As reservas internacionais somaram US$ 362 bilhões em março, com queda de US$ 9,1 bilhões em relação ao mês anterior.

A redução ocorreu principalmente por variação cambial, preços de ativos e vendas no mercado à vista.

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