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Economia

Dificuldade de emprego: ex-diretor da Americanas abre bar na Rocinha

Antigo chefe financeiro da empresa, Fábio da Silva Abrate relata adversidades no mercado de trabalho e recorre a negócio familiar

Ex-diretor financeiro das Lojas Americanas, Fábio da Silva Abrate
Ex-diretor financeiro das Lojas Americanas, Fábio da Silva Abrate | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

O ex-diretor financeiro da Americanas Fábio da Silva Abrate enfrentou dificuldades para se recolocar no mercado, depois de sua demissão, ocorrida em reunião da qual participaram apenas advogados. Ao sair da empresa em meio a um escândalo contábil, ele lamentou a forma como recebeu o afastamento, o que prejudicou sua imagem e empregabilidade.

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Em busca de alternativas, Abrate inaugurou o Brasa Boteco, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, em janeiro deste ano. O bar é fruto de uma sociedade familiar, com Abrate detendo 80% das ações depois de adquirir a parte de um gerente local. Já seu pai possui os outros 20%.

Conforme a delação do ex-diretor financeiro da Americanas, texto ao qual o jornal Folha de S.Paulo teve acesso, o estabelecimento busca oferecer um ambiente acolhedor, com boa comida e bebida, além de gerar empregos para a comunidade. Na CPI sobre a Americanas, Fábio Abrate ficou em silêncio e não respondeu às questões dos parlamentares.

Desafios e objetivos do ex-diretor das Lojas Americanas

Pratos e bebidas do Brasa Boteco
Pratos e bebidas do Brasa Boteco | Foto: Diana Cabral/Google Images

Na fala aos procuradores, Abrate relatou que o faturamento do bar gira em torno de R$ 120 mil a R$ 130 mil mensais, mas que ainda não alcançou a lucratividade. Em nota, ele explicou o objetivo do Brasa Boteco: proporcionar dignidade e um ambiente agradável aos clientes, com transmissão de jogos de futebol e música ao vivo.

“Na avaliação que eu fiz sobre o potencial negócio, eu identifiquei uma oportunidade de criar um estabelecimento que entregasse dignidade à população por meio de ambiente limpo, alegre, bem reformado, com boa comida e boa bebida, gerando emprego para as pessoas locais, com bom atendimento ao público (morador atendendo morador) e cobrando um valor justo por isso”, afirmou.

Abrate também abriu uma consultoria, mas teve dificuldade em atrair clientes. Ele teve uma breve passagem pela rede de moda Zinzane, onde negociou inicialmente um salário de R$ 25 mil por algumas horas de trabalho.

Posteriormente, tentou elevar a remuneração para R$ 100 mil. Contudo, não concluiu um mês de trabalho em razão da operação Disclosure, deflagrada pela Polícia Federal em junho, que o afastou da empresa.

Leia também: “Azul enfrenta turbulências”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 267 da Revista Oeste

Em nota, Abrate comentou que a remuneração de R$ 100 mil foi acordada para dedicação exclusiva, mas a operação da PF o levou a concentrar-se no Brasa Boteco. “Meu início presencial na Zinzane foi na segunda quinzena de junho, e a operação da PF foi no dia 27”, explicou.

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