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Economia

Desajuste fiscal faz mercado projetar dólar, inflação e juros ainda mais altos em 2025

Analistas consultados pelo Banco Central (BC) esperam Selic em 14% no ano que vem

Banco Central divulgou decisão sobre juros e inflação | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
A BMP informou que o ataque comprometeu exclusivamente as chamadas ‘contas reserva’ | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

Especialistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) veem piora geral na inflação, no dólar e nos juros para 2024 e para os próximos anos. As informações foram divulgadas no Boletim Focus desta segunda-feira, 16.

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Os especialistas esperam que o ano termine com inflação em 4,89%. Na semana passada, a expectativa era de 4,84%. O número está bem acima da margem de tolerância da meta, de 4,5%, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O número também sofreu alterações para os próximos dois anos e passou de 4,59% para 4,60% em 2025. Para 2026, a projeção se manteve em 4%. Já para 2027, caiu subiu de 3,58% para 3,66%.

Leia também: “Confira os 5 sinais que indicam risco às contas públicas do Brasil”

Já para a taxa de juros, o mercado financeiro não fez novas projeções para 2024, porque não há novas reuniões previstas para este ano. Para 2025, porém, a estimativa passou de 13,50% a 14%. Em 2026, o número também subiu — foi de 11% na semana passada para 11,25%. O único ano sem mudanças foi 2027, com 10%.

Além de inflação, mercado vê alta no PIB e no dólar

Os economistas continuam otimistas em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2024 — a estimativa passou de 3,39% no último relatório para 3,42%. O número também subiu em 2025 de 2% para 2,01%. O mercado manteve a expectativa em 2% em 2026 e 2027.

Já para o câmbio, a expectativa é que o dólar termine 2024 a R$ 5,99, acima dos R$ 5,95 do último relatório. Para os próximos três anos, o mercado financeiro subiu a projeção da divisa norte-americana a R$ 5,85 em 2025. Em 2026, a cotação subiu para R$ 5,80 e para R$ 5,70 em 2027.

A piora no cenário econômico reflete o pacote econômico divulgado nos últimos dias pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. As medidas, consideradas insuficientes pelo mercado para equilibrar as contas públicas, fizeram o dólar bater o recorde histórico de R$ 6,11.

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