publicidade
Economia

Derrubar IOF custaria mais que o Minha Casa, Minha Vida, diz secretário do Tesouro

Rodrigo Ceron afirma que a arrecadação prevista com o aumento do imposto equivale ao orçamento do programa somado ao dos investimentos em Defesa

Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou nesta quinta-feira, 29, que a arrecadação prevista com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) equivale ao orçamento conjunto do programa Minha Casa, Minha Vida e dos investimentos em Defesa. 

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Receba nossas atualizações

Segundo ele, as despesas primárias com o programa habitacional somam R$ 12 bilhões, sem contar transferências, juros e outros fatores, enquanto a Defesa conta com R$ 8 bilhões em recursos discricionários.

“Só R$ 20 bilhões seriam o equivalente a extinguir todo o programa Minha Casa, Minha Vida e todos os investimentos do Ministério da Defesa”, afirmou Ceron, conforme apurado pelo portal Poder360. “Só para ter uma dimensão da importância da discussão.”

Governo Lula recuou parcialmente em aumento do IOF

O governo Lula decidiu subir a alíquota do IOF com o objetivo de aumentar a arrecadação e a entrada de R$ 20,5 bilhões em 2025, o que ajudaria a evitar cortes maiores no Orçamento. No entanto, em 22 de maio, data da publicação do decreto, a equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, recuou parcialmente da medida. 

Ceron confirmou que a mudança resultou em uma perda de R$ 1,4 bilhão na projeção de arrecadação, o que reduz a estimativa para R$ 19,1 bilhões.

O recuo ocorreu principalmente em relação à tributação sobre aplicações de fundos nacionais no exterior — operações em que brasileiros enviam dinheiro a outros países para fins de investimento. A proposta inicial previa uma taxa de 3,5% nessas operações, mas, com o recuo, a alíquota foi zerada.

A decisão aconteceu em meio à críticas de economistas e analistas, que enxergaram a medida como uma forma de controle cambial. O aumento do IOF impactaria diretamente o fluxo de capitais estrangeiros, afetando a cotação do dólar no país.

O governo “não está percebendo que colocar IOF de 3,5% em todo investimento feito por brasileiros no exterior é o início do fechamento da conta de capital”, alertou Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, em uma publicação feita diante do anúncio do aumento.

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Não tem a mínima vergonha na cara !
    Governo corrupto e incompetente.
    Proponho que ela faça uma vaquinha com os eleitores do 9 dedos pra arrumar essa verba…

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Simples demais Governo para de torrar dinheiro com a lei Roanet, e também para de gastar milhões com propaganda com estatais únicas no mercado.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.