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Economia

Depois de invasão, ETF spot de bitcoin é aprovado (de verdade)

Agora é oficial: investidores vão poder negociar instantaneamente esses fundos

Itaú Bitcoin | A aposta do Itaú, como grande player bancário, é custodiar esses ativos pelo próprio banco | Foto: CryptoWallet/Wikimedia Commons
A aposta do Itaú, como grande player bancário, é custodiar esses ativos pelo próprio banco | Foto: CryptoWallet/Wikimedia Commons

A Securities and Exchange Comission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários norte-americana) finalmente aprovou, nesta quarta-feira, 10, a criação dos fundos de índice (ETFs) spot de bitcoin nos Estados Unidos. A instituição passou anos relutando contra a criação de ETFs desse criptoativo.

Investidores do mundo inteiro aguardavam havia muito tempo esse movimento. A recente permissão vai dar a eles o acesso à controversa e volátil criptomoeda.

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Apesar da existência dos fundos futuros de bitcoin, a negociação dos primeiros fundos spot começaram a acontecer somente na manhã desta quinta-feira, 11.

No mercado financeiro, o termo spot se refere à capacidade de negociação e liquidação instantânea de um ativo, com base em sua cotação do momento.

Isso se dá de forma reversa em um derivativo futuro. Nele, a venda ou a compra ocorrem somente com base na cotação e na data pré-determinada e estabelecida na hora de negociação do ativo no mercado.

Em forte alta, bitcoin alcança seu maior patamar desde 2022

A aprovação pela SEC desse fundo pode se provar um evento marcante na adoção da criptomoeda pelo mercado financeiro tradicional.

Isso porque a estrutura do ETF do criptoativo oferece às instituições e a conselheiros financeiros uma maneira mais familiar e regulamentada de comprar e ter exposição ao bitcoin.

A decisão veio depois de a conta da SEC no Twitter/X sofrer uma invasão e declarar falsamente na terça-feira, 9, que os ETFs de bitcoin haviam sido aprovados. O regulador do mercado de capitais dos EUA se opôs por anos ao chamado fundo spot de bitcoin.

Presidente da SEC é abertamente crítico dos criptoativos, como o bitcoin

O presidente da SEC, Gary Gensler, sempre foi abertamente crítico das criptomoedas durante o seu mandato. Desde 2013, as gestoras de criptoativos buscavam a aprovação desses fundos — que, por anos, foi duramente negada.

No entanto, a instituição mudou de ideia sobre a questão dos fundos em 2023.

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A mudança pode se dever, em parte, a uma derrota judicial nos EUA em agosto do ano passado, para a gestora de criptoativos Grayscale. À época, a gestora ganhou um processo no qual criticava a reguladora, por bloquear ETFs spot de bitcoin enquanto permitia fundos que rastreiam futuros do criptoativo.

O otimismo em torno da aprovação do fundo do criptoativo ressurgiu na metade de 2023, depois que a maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock, apresentou um pedido para a criação de um ETF próprio.

Atualmente, mais de dez empresas estão no processo de aprovação da SEC para o lançamento de seus respectivos fundos. Elas lutam para se tornar um dos líderes de mercado deste fundo novo.

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Apesar disso, não é garantido que todos os pedidos levarão à entrada de seus respectivos fundos no mercado.

A antecipação do ETF também parece ter impulsionado o preço do bitcoin nos últimos meses.

Alguns defensores das criptomoedas acreditam que a chegada desses fundos spot de bitcoin desencadeará uma nova demanda pela classe de ativos, devido a maior segurança e custódia que o fundo novo concede a investidores.

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