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Economia

Depois de 4 anos sem IPOs, Compass planeja abrir capital com oferta bilionária

Empresa do grupo Cosan pode estrear avaliada em até R$ 25 bilhões na B3

Bolsas de valores da Ásia caem nesta segunda
Telão de cotações do prédio da Bolsa de Valores B3, na R. XV de Novembro, 271, no centro antigo de São Paulo | Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo

A Compass, braço de energia e gás da Cosan, pode estrear na B3 avaliada entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões. A operação pode encerrar um período de mais de quatro anos sem ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) no país. A precificação da oferta está prevista para 7 de maio. A faixa indicativa das ações varia entre R$ 28 e R$ 35 por papel.

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O lote base inclui 89,3 milhões de ações. A operação pode chegar a 145,6 milhões de papéis com lotes adicionais. Nesse cenário, a oferta pode alcançar cerca de R$ 4,6 bilhões.

A venda envolve participações da Cosan e de fundos como Atmos, Prisma Capital e Brasil Capital, além da Bradesco Previdência e da Manaslu. Os vendedores terão restrição de venda por 180 dias.

Compass na Bolsa mira redução de dívida da Cosan

A Cosan pretende usar os recursos da oferta para reduzir o endividamento. A operação também inclui a venda de participações por investidores institucionais.

A oferta ocorre em meio a fatores de risco apontados no prospecto. O documento divulgado pela Compass cita conflitos no Oriente Médio e a crise da Raízen.

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A Raízen, também do grupo Cosan, passa por renegociação de dívidas com credores. A empresa tem dívidas de mais de R$ 65 bilhões e entrou com um pedido de recuperação extrajudicial em março. O cenário pode afetar a percepção de risco dos investidores em relação à Compass.

O prospecto também menciona possíveis divergências entre BTG e Bradesco. Os dois bancos são acionistas relevantes da Cosan Dez, que controla 88% da Compass.

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A crise da Raízen pode exigir renegociação de contratos com credores. Esse movimento pode elevar o custo de captação e afetar a liquidez da companhia.

A oferta ocorre em um contexto de incertezas externas. O prospecto cita ainda a relação entre Estados Unidos e Venezuela como fator de risco.

No mercado, as ações da Cosan reagiram à operação. Os papéis chegaram a subir 4,8%, nesta terça-feira, 28, mesmo com queda do Ibovespa no período.

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