A Compass, braço de energia e gás da Cosan, pode estrear na B3 avaliada entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões. A operação pode encerrar um período de mais de quatro anos sem ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) no país. A precificação da oferta está prevista para 7 de maio. A faixa indicativa das ações varia entre R$ 28 e R$ 35 por papel.
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O lote base inclui 89,3 milhões de ações. A operação pode chegar a 145,6 milhões de papéis com lotes adicionais. Nesse cenário, a oferta pode alcançar cerca de R$ 4,6 bilhões.
A venda envolve participações da Cosan e de fundos como Atmos, Prisma Capital e Brasil Capital, além da Bradesco Previdência e da Manaslu. Os vendedores terão restrição de venda por 180 dias.
Compass na Bolsa mira redução de dívida da Cosan
A Cosan pretende usar os recursos da oferta para reduzir o endividamento. A operação também inclui a venda de participações por investidores institucionais.
A oferta ocorre em meio a fatores de risco apontados no prospecto. O documento divulgado pela Compass cita conflitos no Oriente Médio e a crise da Raízen.
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A Raízen, também do grupo Cosan, passa por renegociação de dívidas com credores. A empresa tem dívidas de mais de R$ 65 bilhões e entrou com um pedido de recuperação extrajudicial em março. O cenário pode afetar a percepção de risco dos investidores em relação à Compass.
O prospecto também menciona possíveis divergências entre BTG e Bradesco. Os dois bancos são acionistas relevantes da Cosan Dez, que controla 88% da Compass.
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A crise da Raízen pode exigir renegociação de contratos com credores. Esse movimento pode elevar o custo de captação e afetar a liquidez da companhia.
A oferta ocorre em um contexto de incertezas externas. O prospecto cita ainda a relação entre Estados Unidos e Venezuela como fator de risco.
No mercado, as ações da Cosan reagiram à operação. Os papéis chegaram a subir 4,8%, nesta terça-feira, 28, mesmo com queda do Ibovespa no período.





































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