publicidade
Economia

Déficit do setor público brasileiro supera R$ 1,1 trilhão com juros da dívida

Em novembro de 2024, o acumulado de 1 ano chegou ao 8º mês seguido com marca negativa acima de R$ 1 tri; confira dados do Banco Central

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em São Paulo, em alusão à matéria sobre o déficit público em função dos juros
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em São Paulo | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Impulsionado pelos juros da dívida, o setor público consolidado brasileiro, que compreende a União, Estados, municípios e empresas estatais, registrou um déficit nominal de R$ 1,111 trilhão nos 12 meses encerrados em novembro.

Esse valor representa 9,50% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 30. Confira o documento na íntegra.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

O déficit superou a marca de R$ 1 trilhão no consolidado de 12 meses por oito meses consecutivos, ou seja, desde abril de 2024. Durante o auge da pandemia de covid-19, as contas públicas ficaram negativas e ultrapassaram esse valor por três meses.

Gráfico do resultado primário; Banco Central
Gráfico do resultado primário | Foto: Divulgação/Banco Central

O déficit atual é o mais elevado desde agosto de 2024, quando foi ligeiramente superior a R$ 1,111 trilhão.

Juros da dívida impulsionam déficit público

Gráfico de juros nominais; Banco Central
Gráfico de juros nominais | Foto: Divulgação/Banco Central

O gasto elevado com juros da dívida, que atingiu R$ 918,2 bilhões, é um dos fatores principais para esse déficit. Este é o maior valor desde o início da série histórica em 2002. A taxa básica de juros, a Selic, que está acima de dois dígitos desde fevereiro de 2022, contribui para o aumento do custo da dívida.

Além disso, o resultado primário, que exclui as despesas com juros, registrou um déficit de R$ 192,9 bilhões. Este é o menor saldo negativo acumulado em 12 meses desde novembro de 2023.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enviou ao Congresso um pacote fiscal, com o objetivo de conter as despesas públicas. Os parlamentares aprovaram a medida, antes do recesso de fim de ano.

No entanto, a reação dos agentes financeiros foi negativa, e o valor do dólar em comparação com o real disparou e ultrapassou os R$ 6. A percepção é de que as medidas são insuficientes para estabilizar as contas públicas.

Leia também: “O governo traiu os pobres”, reportagem de Carlo Cauti e Sarah Perez publicada na Edição 249 da Revista Oeste

Na comparação dívida e PIB, o déficit atingiu 9,89% do PIB em julho de 2024, sob Lula. Durante a pandemia, em outubro de 2020, o pico foi de 13,48% do PIB, sob o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Ricardo Villas
    Ricardo Villas

    A foto do artigo é bem ilustrativa. É desse jeito aí, de chapeuzinho, camiseta e pacada na cabeça que os rumos da economia são definidos. Não me espantaria se o papel que eles estão olhando não estivesse de cabeça para baixo. Depois de tomar um trago é que são decididas as questões da economia do país. Não espantará se no início do ano o dolar chegue aos R$ 9,00. Estamos nas mãos de amadores em economia e profissionais em propina.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.