A prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), motivou críticas por parte de sua defesa. Ela reafirmou não haver indícios de crime praticado pelo cliente.
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O advogado Cleber Lopes declarou nesta quinta-feira, 16, que considera a detenção desnecessária, mas aguardará análise detalhada da decisão antes de tomar novas medidas judiciais.
O caso envolve a quarta etapa da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). O órgão cumpriu dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. As investigações apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção, crimes financeiros e atuação de organização criminosa. O foco era, supostamente, o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
Suspeitas de propina e imóveis de luxo
Segundo informações da CNN Brasil, a PF apura se Costa teria recebido R$ 140 milhões de Daniel Vorcaro, como propina para facilitar a aquisição do Banco Master pelo BRB. O advogado Daniel Monteiro, ligado a Vorcaro, também foi preso sob suspeita de operacionalizar a transferência de seis imóveis de luxo a Costa por meio de empresas de fachada.
Outros investigados tiveram prisões decretadas em fases anteriores da operação. Entre eles, Fabiano Campos Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moares Mourão e Marilson Roseno da Silva, além de Luiz Antonio Bull. A operação se estende aos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e ao Distrito Federal, mirando possíveis irregularidades na gestão do Banco Master, já sob monitoramento do Banco Central.
Liquidação do Banco Master e relação com BRB

A relação entre BRB e Banco Master ganhou destaque quando o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Master depois de recusar, em setembro do ano passado, a proposta de venda para o BRB. O órgão alegou incompatibilidade dos ativos do Master com o perfil do BRB e seus correntistas, apontando riscos excessivos na transação.
Em abril, auditoria independente contratada pelo BRB concluiu investigação sobre operações financeiras entre as duas instituições. O relatório detalhou a compra de ativos do Master pelo BRB, levantando suspeitas de que servidores do banco teriam forçado a aquisição de carteiras fraudulentas avaliadas em R$ 12 bilhões, mesmo cientes dos riscos.
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A expectativa era que o relatório da auditoria apresentasse provas para responsabilizar criminalmente diretores e o ex-presidente Paulo Henrique Costa. Pelo menos dez chefes do BRB teriam sido mencionados nas apurações sobre as negociações consideradas irregulares.
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