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Economia

CVM investiga presidente da Fiesp por suspensão de registro da Springs Global

Órgão vinculado ao Ministério da Fazenda apura possíveis irregularidades no processo

O empresário Josué Gomes é presidente da Fiesp e dono da Coteminas, que controla a Springs Global | Foto: Reprodução/YouTube
O empresário Josué Gomes é presidente da Fiesp e dono da Coteminas, que controla a Springs Global | Foto: Reprodução/YouTube

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp, em um processo para apurar irregularidades na suspensão de registro da Springs Global. O processo começou em 31 de janeiro, e o órgão convocou Josué Gomes para prestar esclarecimentos na última segunda-feira, 24.

Além de Josué Gomes, a CVM também acusa Bárbara Gomes da Silva, diretora de Assuntos Corporativos e diretora financeira, e Pedro Garcia Bastos Neto, vice-presidente da Coteminas, empresa que controla a Springs Global.

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O grupo Coteminas, dirigido por Josué Gomes, está em recuperação judicial, mas sem ligação direta com a Springs Global.

Desde sua criação, em 7 de dezembro de 1976, a CVM é responsável por fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil. A autarquia está vinculada ao Ministério da Fazenda.

CVM suspendeu o registro da Springs Global em 2024

Ministério da Fazenda calcula déficit de 2024
O CVM é um órgão vinculado ao Ministério da Fazenda | Foto: Divulgação/Governo federal

Em 16 de agosto de 2024, a CVM anunciou a suspensão do registro de duas empresas, incluindo a Springs Global. A medida impede que essas empresas negociem valores mobiliários em mercados regulamentados.

A suspensão ocorreu devido ao descumprimento da obrigação de prestar informações exigidas pela autarquia.

A CVM destacou que, enquanto os registros estiverem suspensos, as empresas não podem ter seus valores mobiliários negociados em mercados regulamentados, como bolsa de valores ou balcão.

“A área técnica alerta que, enquanto os registros estiverem suspensos, as companhias não podem ter os valores mobiliários, por elas emitidos, admitidos à negociação em mercados regulamentados, quais sejam: balcão organizado, bolsa ou balcão não organizado”, informou a CVM.

Posição da Springs Global

Em comunicado ao mercado, a Springs Global afirmou estar ciente de suas obrigações regulamentares e reconheceu atrasos na entrega de informações à CVM.

De acordo com a nota, a empresa está comprometida em resolver a situação e espera que a CVM considere os esforços contínuos para a entrega de documentos necessários nas próximas semanas.

O Poder360 entrou em contato por e-mail com a Springs Global e Josué Gomes, por meio da assessoria da Fiesp, para obter comentários sobre o processo e as acusações, mas não recebeu resposta até a publicação de uma reportagem sobre o assunto.

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